Mãe = origem!

Neste mês de maio impossível não falar das mães pois temos várias delas ao longo da vida: genitoras, avós, tias, madrinhas, babás, professoras… Todas com papéis distintos e formadores.

Mãe quer dizer “origem”, portanto, além daquela que gera no útero, muitas vezes outras pessoas assumem esse papel na vida. Independente de quem seja, os deveres são os mesmos:  amar e educar. Não é possível educar sem regras, limites, acompanhamento.

Peço licença para reproduzir aqui parte de um texto atribuída ao psiquiatra Dr, Carlos Hecktheur cujo título é: MÃES MÁS.

 

“Meus filhos,
– Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia; para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos; para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
– Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas…
– Mas Estou contente, venci…Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos e eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
– “Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo…
– Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
– Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
– Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência….
– Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA!”
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!”

 

Vejam como isso tudo serve para casa/escola/trabalho/sociedade. Justamente, o que mais precisamos na vida são MÃES MÁS! Nossas crianças e jovens, gritam por orientação. Precisamos entender que MÃE MÁ é apenas figura de linguagem que representa o “limite”. Determinar horário para dormir, estudar, chegar em casa, cobrar bons resultados na escola, respeito aos mais velhos, controle nos gastos são algumas normas necessárias para uma boa educação. Claro que a contrapartida deve ser com muito carinho e atenção para que a criança/jovem, sinta-se amada e respeitada.

 

Uma foto da minha mãe (Léa Fadanelli Esmanhotto), que sempre foi MÁ, representando todas as mães que tanto amamos!

 

 

 

Elaine Esmanhotto Bareta

Pedagoga