QUANDO OS FILHOS VOAM… POR RUBEM ALVES

Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora.Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas.

Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira…

Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo…

Existem muitos jeitos de voar. Até mesmo o vôo dos filhos ocorre por etapas. O desmame, os primeiros passos, o primeiro dia na escola, a primeira dormida fora de casa, a primeira viagem…

Desde o nascimento de nossos filhos temos a oportunidade de aprender sobre esse estranho movimento de ir e vir, segurar e soltar, acolher e libertar. Nem sempre percebemos que esses momentos tão singelos são pequenos ensinamentos sobre o exercício da liberdade.

Mas chega um momento em que a realidade bate à porta e escancara novas verdades difíceis de encarar. É o grito da independência, a força da vida em movimento, o poder do tempo que tudo transforma.

É quando nos damos conta de que nossos filhos cresceram e apesar de insistirmos em ocupar o lugar de destaque, eles sentem urgência de conquistar o mundo longe de nós.

É chegado então o tempo de recolher nossas asas. Aprender a abraçar à distância, comemorar vitórias das quais não participamos diretamente, apoiar decisões que caminham para longe. Isso é amor.

Muitas vezes, confundimos amor com dependência. Sentimos erroneamente que se nossos filhos voarem livres não nos amarão mais. Criamos situações desnecessárias para mostrar o quanto somos imprescindíveis. Fazemos questão de apontar alguma situação que demande um conselho ou uma orientação nossa, porque no fundo o que precisamos é sentir que ainda somos amados.

Muitas vezes confundimos amor com segurança. Por excesso de zelo ou proteção cortamos as asas de nossos filhos. Impedimos que eles busquem respostas próprias e vivam seus sonhos em vez dos nossos. Temos tanta certeza de que sabemos mais do que eles, que o porto seguro vira uma âncora que impede-os de navegar nas ondas de seu próprio destino.

Muitas vezes confundimos amor com apego. Ansiamos por congelar o tempo que tudo transforma. Ficamos grudados no medo de perder, evitando assim o fluxo natural da vida. Respiramos menos, pois não cabem em nosso corpo os ventos da mudança.

Aprendo que o amor nada tem a ver com apego, segurança ou dependência, embora tantas vezes eu me confunda. Não adianta querer que seja diferente: o amor é alado.

Aprendo que a vida é feita de constantes mortes cotidianas, lambuzadas de sabor doce e amargo. Cada fim venta um começo. Cada ponto final abre espaço para uma nova frase.

Aprendo que tudo passa menos o movimento. É nele que podemos pousar nosso descanso e nossa fé, porque ele é eterno.
Aprendo que existe uma criança em mim que ao ver meus filhos crescidos, se assustam por não saber o que fazer. Mas é muito melhor ser livre do que imprescindível.

Aprendo que é preciso ter coragem para voar e deixar voar.

E não há estrada mais bela do que essa.

Mesadas: saiba como ensinar os filhos a lidar com dinheiro.

Mesada1) Devo dar mesada?

Ensinar os filhos a lidar com dinheiro não é tão difícil como parece. Os especialistas em educação financeira consultados aconselham os pais a dar a mesada aos filhos como forma de orientá-los a lidar com o dinheiro desde cedo. “A mesada é uma ferramenta muito útil quando as crianças começam a interagir em sociedade e percebem a necessidade de administrar o dinheiro”, avalia Gustavo Cerbasi, autor do best-seller Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”.

2) Por que é importante dar mesada?

É importante que os pais ensinem às crianças noções de responsabilidade, planejamento e limites, ferramentas essenciais para se viver bem em uma sociedade com tantos apelos ao consumo. É claro que isso não significa que uma criança que nunca recebeu mesada terá, necessariamente, de ser um adulto descontrolado; mas vale lembrar que a prática leva à perfeição. Certamente será mais fácil para aquele que desde cedo teve de aprender a controlar suas contas a fazê-lo na vida adulta do que para aquele que sempre teve sua vida financiada pelos pais, de repente, ter de aprender a lidar com o dinheiro.

3) Qual é a idade certa para começar?

O ideal, segundo os especialistas, é que se comece a dar a mesada quando a criança já tem a noção dos números, já sabe contar, e começa a interagir com a sociedade. Por exemplo, quando a criança tem a opção de comprar o lanche da escola, ou quando quer comprar figurinhas para completar o álbum. Isso ocorre por volta dos sete anos, mas é possível já ir treinando a criança antes desta idade.

4) Devo dar mesada ou semanada?

A semanada (dividir a mesada em quatro para que a criança receba o dinheiro por semana) facilita o controle dos gastos. A idade ideal é por volta dos sete anos, quando a criança já sabe fazer cálculos simples.

5) Como começar?

Por volta de cinco anos

A idéia do cofrinho é ótima para dar aos bem pequenos as primeiras noções de economia. Com o cofrinho, a criança aprende que, poupando, pode atingir um objetivo (que pode ser comprar as figurinhas, o lanche, um sorvete, um brinquedo novo). E o que é melhor: ela é quem irá ter controle do seu dinheiro (cabe a ela a decisão de quebrar o cofrinho ou guardar para ter mais). *** Nota minha: evitar deixar muito tempo as moedas fora de circulação: provocar trocas e depósitos bancários com regularidade.

A criança, nesta idade, já pode começar a aprender o que é caro e o que é barato. Também pode compreender que os pais trabalham para receberem dinheiro e poderem comprar as coisas de que necessitam.

– Por volta de 7 anos:

A partir desta idade já é possível dar a semanada, mas o valor deve ser bem pequeno, para que a criança consiga contar e administrar. Os gastos serão pequenos também, já que o objetivo será a compra de doces e figurinhas, por exemplo. Deve-se estabelecer um dia para receber o dinheiro e não se deve antecipar ou atrasar o pagamento, nem complementar o valor. È importante que os pais ajudem os filhos no acompanhamento dos gastos, principalmente nas primeiras semanas, para ver como eles estão se saindo.

– A partir dos 10 anos:

Gustavo Cerbasi aconselha os pais a sentarem com os filhos para decidir que gastos serão cobertos pela semanada: lanche, cinema, lan house, revistas, hobbies. O valor deve ser negociado para que a criança aprenda a noção de limite. Uma boa pedida é estimular a criança a economizar para comprar algo de maior valor. Os pais também podem estimular a criança a guardar algum dinheiro para ajudar os mais necessitados.

6) É correto premiar os filhos por fazer trabalhos domésticos ou ter um bom desempenho escolar?

Não. As tarefas domésticas devem ser repartidas por todos, e estudar é uma obrigação. Se a mãe arruma a cama, ela não recebe nada por isso.

7) Deve-se incentivar os filhos a trabalhar para aumentar a mesada?

Para Gustavo Cerbasi, o empreendedorismo deve ser estimulado, mas não ao ponto de fazer com que a criança deixe de ser criança nem atrapalhar seus estudos. Trabalho infantil, então, nem pensar. Um bom exemplo de empreendedorismo a ser incentivado é aquele em que a criança se dispõe a fazer um pequeno trabalho, como fazer um bolo ou confeccionar alguma bijuteria e vender, a fim de complementar mais rapidamente o dinheiro que necessita para comprar algo que deseja.

8) Deve-se estimular os filhos a poupar?

Sim. Os filhos devem ser estimulados a poupar. Os objetivos podem ser de curto prazo (menos de um ano), como comprar roupas, DVD/CDs ou de longo prazo (mais de um ano), como a compra de um carro, bicicleta, de uma viagem etc.

9) E se os filhos se descontrolarem, os pais devem aumentar a mesada?

Não. Os pais nunca devem complementar a mesada depois que o valor foi definido. É pior complementar mesadas a toda hora do que não dar. A mesada é importante para ensinar a criança a lidar com o dinheiro, a ter controle sobre os seus gastos. Se a criança se descontrola sempre e os pais não impõem limites, a criança fica com a noção errada de que pode gastar tudo o que deseja que sempre haverá alguém para financiá-las.

10) No que os pais podem ajudar?

Os pais podem ajudar dando o exemplo. Não gastar tudo o que ganham, não “comprar” o amor dos filhos com presentes fora de hora, não praticar o desperdício dentro de casa, convidar os filhos participarem do orçamento familiar desde cedo, mostrar que o dinheiro que recebem é fruto do trabalho e que este dinheiro tem limite.

A jornalista Sophia Camargo conversou com o escritor Gustavo Cerbasi, autor de Casais Inteligentes Enriquecem Juntos e Dinheiro – Os Segredos de Quem Tem. Cerbasi está preparando o livro Filhos Inteligentes Enriquecem Sozinhos (a ser lançado em outubro/06). Também foram consultados os livros Esticando a Mesada, de Ricardo Rocha e Rodney Vergili e 20 Dicas para Ajudar Você a Educar Seu Filho, de Cássia D’Aquino.

O que é ser pai?

No universo sociológico ser pai e/ou mãe são status, ou seja, posições que você ocupa como membro de um dado grupo social, neste caso, o grupo social família. Tem-se família aqui como “laços de descendência por consanguinidade ou por afinidade” (OLIVEIRA, 2003; DURHAM ,1983;ABREU, 1982; …), ou seja, não importa se seja ou não descendentes biológicos, podem ser adotivos, ou adotados por afinidade, todos são família.

E, quando pensamos em pai/ mãe, geralmente, associamos estas posições as pessoas que os ocupam, ou seja, os genitores, os seres biológicos que com a ajuda de seu óvulo ou espermatozóide contribuiu para que as crianças viessem a este mundo. Contudo, cada posição possui um papel social, ou seja “um conjunto de expectativas acerca do que o indivíduo que ocupa a posição deve fazer”. Logo, ao ocupar a posição de pai, o que é experado que quem a ocupe faça? E da de mãe? O que uma mãe deve fazer?

Assim, pai, mãe e filhos são posições que vão sendo preenchidas conforme a cultura, ou seja, valores, crenças acerca do que cada pessoa ao ocupá-las fará… Porém, em decorrência da diversidade cultural, do fato de sermos mais que sujeitos sociais, mas sim indivíduos, com vivências, experiências, subjetividades… Cada um de nós irá dar o seu toque a interpretação aos papéis, acrescentando falas e outras expectativas que antes, não existiam, ampliando o papel.

E, nestas ampliações do papel social correspondente ao ser pai ou mãe, tem-se que qualquer pessoa independente do sexo, pode na família, ora ocupar a posição do pai (prover, dar segurança, proteger), ora a da mãe (acolher, cuidar, proteger, dar as direções, …) ou a do (a) filho (a) ( quer carinho, proteção, cuidados).

Logo, pode-se dizer que na família estamos constantemente dialogando com as várias posições (mãe/ pai/ filho (a)). E, ao ocupá-las os papeis corresponentes devem ser desempenhados a contento. E, neste momento, percebe-se como é difícil ser pai, ser mãe e ser filho (a), envolto em “n” expectativas, acerca do que se deve fazer, do como se portar, … Uma sobrecarga, as vezes enorme, principalmente para quem é mãe solteira ou pai solteiro (entenda-se que aqui entram todos aqueles que cuidam dos filhos, independente de serem estes pais biológicos ou adotivos ).

Deseja-se o melhor para o (a) filho (a), mas deve-se aprender a ouvi-los acerca deste melhor… Dialogar, conversar, observar,participar da vida, enfim, quantos ensinamentos e aprendizagens… E, na escola, observar o crescimento, as dificuldades, tentar sanar as dificuldades, intervir, conversar… Professoras que são apenas professoras co-repetidoras e não educadoras, que ao serem interpeladas acerca do que fazer para melhorar o aprendizado, sentem-se acuadas e terminam “marcando” os (as) filhos (as) que estão em processo de formação (Ensino Fundamental) e veem -se diante de um obstaculo que é maior que o físico, mas é psiquico, o readquirir a auto-estima, sentir-se capaz de realizar a atividade, convivendo com este tipo de exemplo de professor, que ao meu ver, deveria desistir da docencia, pois, realmente, não acrescenta e nem faz jus a profissão… E, nós pais, apreensivos, com uma sobrecarga de status (temos trabalho, casa, escola, filhos,….) aumenta a ansiedade, a preocupação, o nervosismo, que acaba mais dificultando que ajudando…

Rever posturas, valores, atitudes, enfim, rever a própria vida, é uma grande grande arte. A arte da humildade, frente ao fato de que ninguém nasce pai ou mãe, ou até mesmo filho (a), vamos aprendendo a ser num continuo processo do aprender, a cada etapa da vida.

Feliz dia dos PAIS!! DAS MÃES – PAIS!!! DOS AVÔS/ TIOS- AMIGOS PAIS!!!

Por Marcia Adriana Lima de Oliveira
Referência
OLIVEIRA, Marcia Adriana L. de. Separações e Divórcios: elementos que fazem parte da dinâmica familiar ou elementos de desestruturação desta? In: Revista CEUT, v.3, nº3. Teresina-Pi: CEUT, 2003
*Originalmente publicado no blog Universo Sócio-Antropológico, administrado pela autora desse texto.

12 maneiras de ser a pior mãe do mundo

Aqui estão 12 maneiras de ser a pior mãe do mundo:

1. Faça seus filhos irem para a cama a uma hora razoável. Será que existe alguém que não tenha ouvido o quão importante uma boa noite de sono é para o sucesso de uma criança? Faça seu papel de mãe e coloque seu filho na cama. Ninguém nunca disse que a criança tinha que querer ir para a cama. Eles podem brigar no início, mas com persistência, eles aprenderão que você está falando sério. E depois é só aproveitar para ter um tempo só seu ou para o casal.

2. Não dê a seus filhos sobremesa todos os dias. Doces devem ser guardados para ocasiões especiais. Isso é o que os deixa mais gostosos. Se você ceder às exigências de seu filho de ter doces o tempo todo, ele não vai apreciar o gesto quando alguém lhe oferecer um doce como recompensa ou presente. Além disso, imagine quanto isso pode custar caro quando o levar ao dentista e ao médico.

3. Faça-os pagar por suas próprias coisas. Se você quer algo, você tem que pagar por aquilo. É assim que funciona a vida adulta. Para conseguir tirar seus filhos do porão no futuro você precisa ensiná-los agora que eletrônicos, filmes, videogames, esportes e acampamentos que eles gostam têm um preço. Se eles tiverem que pagar tudo ou pelo menos parte do preço eles irão apreciar mais. Você também pode evitar pagar por algo que seu filho queira somente até conseguir aquilo. Se ele não está disposto a ajudar a pagar pelo menos metade, ele provavelmente não queira aquilo tanto assim.

4. Não mexa os pauzinhos. Alguns jovens têm dificuldade quando começam a trabalhar e percebem que as regras também se aplicam a eles. Eles precisam chegar no horário e fazer o que o chefe mandar. E (ai, ai!) parte do trabalho eles nem gostam de fazer. Se você não gosta do professor do seu filho, do seu parceiro de ciências, sua posição no campo de futebol ou no ponto de ônibus evite a tentação de mexer os pauzinhos para que seu filho consiga as coisas do jeito que ele preferir. Você está roubando a chance do seu filho de tirar o melhor e aprender com a situação. Lidar com uma situação menos que ideal é algo que ele terá que fazer o tempo todo na vida adulta. Se a criança nunca aprender a lidar com isso, você a está levando ao fracasso.

5. Faça-os fazer coisas difíceis. Não interfira automaticamente e tome conta quando as coisas se tornarem difíceis. Nada dá a seus filhos um melhor impulso de confiança do que não fugir do problema e realizar algo difícil por eles mesmos.

6. Dê-lhes um relógio e um despertador. Seu filho estará melhor se aprender as responsabilidades de controlar seu próprio tempo. Você não estará sempre lá para pedir pra ele desligar a TV e ir para seus compromissos.

7. Não compre sempre o melhor e o mais recente. Ensine seus filhos a terem gratidão e satisfação pelo que eles têm. Estar sempre preocupado com o próximo grande lançamento e quem já o tem vai levá-los a uma vida de dívidas e infelicidade.

8. Deixe-os experienciar a perda. Se seu filho quebrar um brinquedo, não compre um novo para substituí-lo. Ele vai aprender uma valiosa lição sobre cuidar de suas coisas. Se seu filho esquecer de entregar uma tarefa na escola, deixe-o ficar com uma nota mais baixa ou faça-o ir conversar por si mesmo com a professora sobre conseguir crédito extra. Você estará ensinando responsabilidade – quem não quer filhos responsáveis? Eles podem ajudá-la a se lembrar de todas as coisas que você se esquece de fazer.

9. Controle a mídia. Se todos os outros pais deixassem seus filhos pularem de uma ponte você também deixaria? Não deixe seu filho assistir a um filme ou jogar um videogame que seja inapropriado para crianças só porque as outras crianças o fizeram. Se você defender e lutar por manter a educação decente de seus filhos outros podem seguir suas ações. Crie uma pressão positiva.

10. Faça-o se desculpar. Se seu filho fizer algo errado, faça-o confessar e enfrentar as consequências. Não varra a grosseria, bullying, ou desonestidade pra debaixo do tapete. Se você errar, dê o exemplo e encare as consequências de seu erro.

11. Importe-se com suas maneiras. Até mesmo crianças pequenas podem aprender as noções básicas de como tratar outro ser humano com respeito e dignidade. Ao fazer da boa educação um hábito você estará fazendo a seus filhos um grande favor. Boas maneiras é o caminho certo para conseguir o que você quer. “Você pega mais moscas com mel do que com vinagre.”

12. Faça-os trabalhar – de graça. Seja ajudando a avó no jardim ou voluntariando-se para ser tutor de crianças mais novas, faça o serviço parte da vida de seus filhos. Isso os ensina a olhar além de si mesmos e ver que outras pessoas também têm necessidades e problemas – às vezes maior do que sua própria.

Com todo o tempo que você passar sendo má, não se esqueça de elogiar e recompensar seu filho por comportamento excepcional. E sempre se certifique que eles saibam que você os ama. Com um pouco de sorte, seus filhos podem virar o jogo e fazer sua geração conhecida por sua esperança e promessa.
Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original 12 ways to be the meanest mom in the world, de Megan Wallgren.

Megan Wallgren

 

Megan Wallgren é escritora freelance e mãe de 4 filhos energéticos. Ela bloga sobre como ela os faz cansados.

 

Website: kinetickids.blogspot.com

 

Você sabe como escolher uma boa escola para seu filho?

Já iniciou a procura por escolas para 2013, principalmente para quem vai começar agora ou está mudando de etapa: saindo da Educação Infantil para o ensino Fundamental ou do Fundamental para o Médio. A busca pode parecer fácil, mas para que o resultado seja o melhor possível é preciso ficar atento a pequenos detalhes, que vão desde as atividades extracurriculares até o tipo de exposição que a instituição realiza em seus murais. Conversar com a Equipe pedagógica e administrativa da escola é o 1º passo. Conhecer as instalações, observando atentamente os espaços, a segurança, a higiene. Ouvir outros pais que já tem filhos na escola, perguntar, perceber nas crianças que já estão lá a alegria e o entusiasmo. Vale também verificar qual a formação dos professores que trabalham lá. Nada é possível sem um ótimo profissional.

Para os pais de crianças que vão sair da educação infantil e ingressar no 1.º ano do ensino fundamental, a escolha da escola requer mais atenção. Como se trata de uma fase que tem um nível maior de exigência, os filhos podem se sentir inseguros se a mudança for brusca. Essa transição não deve deixar de lado o lúdico pois, nessa fase, a criança ainda precisa brincar bastante, ir ao parquinho. A alfabetização é o objetivo principal, mas, precisa vir permeado de satisfação em estar na escola, de cuidados individuais como a criança recebia na Educação Infantil.

É muito importante levar em conta se os valores que a escola transmite são os mesmos que a família acredita, se a religião deve ou não estar presente, se quer estimular a criança para competitividade preparando-a desde cedo para o mercado.

As opções de boas escolas são muitas e estão por toda a cidade. Eu sempre sugiro que se busque uma próxima a residência, no bairro, evitando o trânsito e proporcionando um melhor relacionamento com os demais colegas já que, nesses casos a maioria mora por perto e é possível estender a amizade para além dos muros.

Quanto ao espaço físico é importante ter em mente que tecnologia de última geração, piscina e fachada impecável não são relevantes para o aprendizado. É na sala de aula que o aluno passa a maior parte do tempo, então, precisa ser confortável, ampla, clara, arejada.

No espaço externo, é bom olhar os parques, ver se há área verde, se existem brinquedos seguros e condizentes com a idade das crianças, se o colégio controle a entrada e saída doas crianças e o acesso de pessoas nos horários de aula.

Nas visitas é importante observar como estão os alunos que estudam ali. Se estão felizes e soltos ou apreensivos e desanimados. Levar a criança para conhecer, depois de uma prévia seleção, fará com que se sinta parte da decisão pois precisa existir uma identidade entre aluno e escola[ara que se sinta bem e estimulada.

Definida a escola, feita a matrícula, vem a compra de uniformes e material e o principal: acompanhar o dia a dia da criança para certificar-se de que a escolha foi acertada!

 

Segundo a Pedagoga Luiza Helena Canhoto, a busca por uma escola com ensino de qualidade faz da vida da família uma verdadeira maratona. Antes de sair em disparada, é preciso defina o que você espera da escola onde seu filho vai estudar. Para isso, dedique um tempo para visitar as escolas, anote os pontos interessantes, conheça as instalações e os funcionários.

A proposta pedagógica da escola deve privilegiar as reformas educacionais e se adequar às necessidades da vida moderna, assim, aprender fica muito mais fácil, deixando de ser uma obrigação e virando um processo natural.

Além disso, os aspectos físicos e o atendimento dos funcionários são de extrema importância, desde zeladoria até a diretoria, devem praticar os aspectos educativos e atender muito bem a pais e alunos.

Os pais podem visitar quantas escolas julgarem necessário para que estejam seguros do que querem e do que não querem. Só então devem levar a criança para opinar, se for o caso, entre aquelas que estão realmente dentro das suas possibilidades e expectativas.

*Luzia Helena Canhoto é pedagoga com especialização em Educação Infantil, Diretora do CEI Começando Feliz

Aí vem as Férias!!!

Já passamos da metade do ano, o tempo realmente voa! Pelo menos para nós
adultos que queremos andar muito devagar. Para as crianças, é outra história. Os
anos parecem uma eternidade, não vêem a hora de crescer. E falando em tempo e
crianças, julho está aí e com ele as férias de inverno! Delícia! Delícia? O que fazer
com essa gurizada em casa? Aproveitar!
Nossa cidade oferece muitas opções de lazer bem bacanas, dentre elas o
Ônibus Turismo, as Oficinas no Museu Oscar Niemeyer, Passeio pelo Centro
Histórico para conhecer a Catedral Basílica, a praça Tiradentes, a Rua XV com
seu Bondinho, a Biblioteca Pública – aproveitando, dá para fazer carteirinha e
emprestar alguns livros que também devem fazer parte das atividades de férias.
Se puder, faça uma viagem ou passe um dia fora numa das cidades próximas que
oferecem diversas atividades culturais, como por exemplo as Grutas da Lapa e
Vila Velha. Se em casa, convide amigos dos seus filhos, relembre brincadeiras de
sua infância, ensine a todos e brinque junto.
A cozinha pode, também virar fonte de prazer: preparar receitas variadas usufruindo da companhia uns dos outros e saboreando com calma e tranquilidade!
Agora, se você trabalha e não pode ficar alguns dias em casa nessa época, uma
boa opção são as Colônias de Férias que acontecem em Clubes, escolas e Ruas
da Cidadania, com atividades prazerosas para os pequenos. Outra, é apelar para
os avós, tios e amigos. As férias são importantes para as crianças e adolescentes
refazerem-se do estresse causado pelas atividades escolares. Esse é um período
que pode ser aproveitado pela família toda. Porém, se não for planejado, pode
ser um pesadelo para todos. O ideal é que aqueles que gostam de participar
ativamente da vida dos filhos planejem férias conjuntas ou pelo menos alguns
momentos agradáveis com eles.

Um dos pontos turísticos da nossa cidade que vale a pena conhecer.

BOSQUE ALEMÃO

Uma bela trilha conta a história de João e Maria. Durante a Semana os momentos de Contações de Histórias serão conforme agendamento pelo telefone: 3568 – 10 87. Nos finais  de semana os horários  em que a Bruxa aparece e conta histórias são:  às  11:00,  14:00,  e  16:00, divertindo crianças, jovens e adultos. Na foto a BRUXA CIDINHA.

DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA

O dia da família é uma data internacionalmente conhecida, comemorada em 15 de maio, desde 1994. Nesta data, a ONU (Organização das Naçõe

A família é composta por pessoas ligadas através de laços sanguíneos, constituída por todos os parentescos, como pais, avós, tios, primos, netos, sobrinhos, dentre outros.s Unidas) celebrou o ano internacional da família, através do tema “Família, Capacidades e Responsabilidades num Mundo em Transformação”.

Antigamente as famílias eram patriarcais, se apresentavam com um núcleo composto por marido, mulher e filhos. Os pais eram muito distantes dos filhos, quase não conversavam com os mesmos e eram tidos como os chefes das famílias, tendo que ser respeitados por todos. Era um tempo muito severo.

Hoje em dia as famílias se transformaram muito, em razão das mudanças socioculturais, econômicas e religiosas. Os fatores que mais influenciaram na transformação das famílias foram as modernidades, as conquistas da mulher no mercado de trabalho. As mulheres não se encontram mais dependentes dos maridos, conseguem se manter financeiramente e por isso o número de divórcios aumentou muito nos últimos anos.

Nesta data é importante que as pessoas revejam seus conceitos sobre família, assim como os papéis de cada um dentro dessa, pois temos visto problemas familiares sérios, em razão das pessoas casarem e não assumirem suas responsabilidades dentro do lar. São homens que priorizam outras atividades e deixam mulheres e filhos sozinhos em casa, assim como mulheres que não querem assumir o papel de esposa, tomando as responsabilidades da casa, mesmo trabalhando fora.

É muito importante a vida em família, pois as pessoas necessitam umas das outras. Além disso, compartilhar momentos de afetividade com os parentes só faz bem para as pessoas, traz proximidade, calor humano, harmonia, amor, carinho, sentimentos que as pessoas precisam para serem felizes.

Segundo pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nos últimos anos aconteceu uma mudança brusca no perfil das famílias, hoje os casais têm apenas um ou dois filhos.

No Brasil, a data é comemorada no dia oito de dezembro, criada em 1963, pelo presidente João Goulart.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

LIÇÕES PARA UM FILHO OBEDIENTE

1. Tenha certeza do que fala. Tanto da ordem que passou quanto de sua clareza e entendimento. Explique objetivamente o que espera que seu filho faça e o que pode acontecer se não obedecer.

2. Crianças contrariadas choram. Elas estão começando a viver dentro da realidade, o que nem sempre está de acordo aos seus desejos. Mas frustração, quando adequada à faixa etária, ensina a superar problemas no presente e no futuro, principalmente se os pais estiverem no comando.

3. Evite falar demais. Crianças não precisam de longos discursos sobre as razões pelas quais podem ou não fazer determinadas coisas. Basta falar: resolvi por que é melhor para você.

4. Saiba escutar seu filho. Ao dar a ordem, use de bom senso quando ele tentar negociar e chegar a um acordo. Assim, a criança se vê cumprindo a ordem e os pais ficam satisfeitos e com autoridade.

5. Cuidado com “sim” e “não”. Eles devem ser definitivos, combinados entre os pais e longe dos filhos. Nada pior que um dos pais tirar a autoridade do outro.

6. Seja sensato e firme. Demonstre autoridade com uma fala objetiva e com tom de voz firme, porém amigo. Aja com bom senso ao dar uma ordem. De nada adianta pedir algo que está além da capacidade da criança.

7. Fique em alerta com a desobediência frequente. Isso significa que algo está errado e a frustração dos pais muitas vezes se transforma em palavras e modos rudes. Se perceber que vai perder o controle, saia do ambiente que está com a criança e só volte quando estiver seguro do que falar e fazer.

8. Dê atenção e amor. Pergunte para o filho como foi seu dia, como se sentiu na escola. Se algo estiver errado (fez birra com a professora, por exemplo), avise que ele errou e que pode sofrer um castigo por isso. Elogie bons comportamentos com beijos e abraços. Nada de trocar por presentes e promessas de vantagens.

9. Diga “não” quando for preciso. Sempre de forma educada, controlada e segura. Isso não magoa a criança, não tira a liberdade de expressão, de movimentos ou a criatividade, mas a torna mais confiante e forte.

10. Imponha limites. Os filhos não adivinham o que devem fazer e se sentem inseguros se não tiver alguém tomando conta deles, conduzindo seu comportamento nos momentos de novas experiências. Limites são bons para as crianças e para os pais.

Katia Deutner
DO UOL, em São Paulo

TORNANDO NOSSOS FILHOS AGRADÁVEIS NO CONVÍVIO SOCIAL

BobBobi Pai e Bobi Filho é um desenho da Hanna-Barbera. O desenho mostra as aventuras vividas pelo Bobi Filho, um cãozinho manso, inteligente e educado, que é um grande admirador de seu pai e demonstra sua admiração sempre que se refere ao pai usando frases como: “O melhor papai do mundo” ou “Meu digníssimo pai”.

Nós, que  também queremos ver nossos filhos felizes e adaptados à sociedade, precisamos  sempre reforçar alguns ensinamentos como:

. Cumprimentar as pessoas;

. Respeitar a privacidade dos adultos;

. Dirigir-se respeitosamente aos adultos;

. Cuidar e dar valor a todos os bens adquiridos;

. Valorizar o dinheiro;

. Respeitar normas e regras;

Lembre-se: a criança é observadora e tende a copiar o comportamento do adulto, portanto, mais do que falar MOSTRE!



Tapa educa?

Só tapa não educa, só grito não educa, só castigo não educa.

O que educa é atitude. É falar e fazer, cobrar com coerência, estabelecer regras e limites, conversar e principalmente participar da vida dos filhos.

Criança dá trabalho, muito trabalho. Quase sempre prazeiroso, porém às vezes cansativo. Após um dia de trabalho,
não é fácil chegar em casa e dar atenção à família. O que se quer é deitar e descansar, se ocupar das próprias coisas. Nao dá. Filho não se deixa para depois, guardadinho num canto esperando a boa vontade dos pais. A exigência dele é urgente e imediata, ou, instala-se o caos.

Todo tempo e cansaço dispendidos nos primeiros anos de vida trazem ótimos frutos no futuro. Não há como reparar o tempo perdido na infância, há que se “gastá-lo” na época certa. Vale a pena. Sentar com as crianças para brincar, jogar, auxiliar na lição. Convidar os amigos para sua casa, conhecê-los e também aos seus pais, solicitar ajuda nos afazeres de casa, cozinhar, lavar, arrumar. Estabelecer tarefas a serem cumpridas e cobrar sua execução no tempo combinado. Essas são maneiras de crescer e aprender com seu filho.

O adulto quando chega no estágio do tapa demonstra que chegou ao seu limite de resistência, paciência ou o que for. Quem estuda o comportamento da criança sabe que ela está exatamente testando os limites e que vai avançando nos níveis de provocação mesmo após a agressão, principalmente a leve. E o tapa, supostamente, é a forma que o adulto tem para demonstrar sua “força”.

Portanto, o quanto mais protelar o uso da força, seja física ou psicológica, mais autoridade e disciplina se consegue estabelecer. A disciplina é essencial à educação. E, para haver disciplina, é necessária a presença de uma autoridade saudável. O segredo que difere o autoritarismo do comportamento autoritário adotado para que a outra pessoa (no caso, filhos ou alunos) torne-se mais educada ou disciplinada é o respeito à auto-estima.

É claro que quando falo de “tapa” ou “grito” não me refiro absolutamente a violência que sofrem muitas crianças e jovens, mas sim, ao nosso dia-a-dia, nossos conflitos internos do que é certo ou errado na educação familiar.

Deixo aqui um pensamento do Içami Tiba para reflexão: “Tapa de mãe que o filho sabe merecer nunca machuca. Tapa de mãe que o filho sabe merecer e não vem, deseduca.”

Elaine Esmanhotto Bareta                                                                                                                  Psicopedagoga