O que será o SAREH?

A continuidade nos estudos é fundamental para o desenvolvimento integral das crianças e jovens. O SAREH, Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar e Domiciliar da Secretaria de Estado da Educação objetiva o atendimento educacional a crianças, adolescentes, jovens e adultos que se encontram impossibilitados de frequentar a escola em virtude de situação de internamento hospitalar.

A Secretaria Municipal de Curitiba também oferece esse serviço, desde 1998, atendendo alunos do 1º ao 5º ano. Para tanto são disponibilizados professores e pedagogos das redes municipal e estadual, capacitados para essa atuação e com suporte de recursos tecnológicos apropriados à idade e ao nível de escolaridade.

No Hospital Erasto Gaertner, a equipe do estado é composta pelos professores Cláudio Fernandes dos Santos, Rosemeri Vieira Dittrich, Adraiana Butka Markoski,  e pela pedagoga Elaine Heloisa Marques.

Equipe SAREHSareh

Da prefeitura, trabalham as professoras Márcia Raquel de Souza e Mirta Cristina Pereira Pacheco, com a coordenação de Viviane Maito.

A professora Kátia Maria D`Ambrós,  que está em tratamento com seu filho Victor, conta um pouco da experiência deles:

“Quando o Victor foi internado pela primeira vez em 2012, a pedagoga Elaine nos procurou e apresentou-nos o programa. Em 2013, continuou com o tratamento e fez todo 7º ano no SAREH. Retornou à escola no início desse ano, porém, a doença recidivou e ele teve que afastar-se da escola novamente, voltando a ser atendido no HEG. As aulas são particulares (no quarto) ou na sala de aula da pediatria, conforme as condições das crianças. Entendo que na situação do meu filho a prioridade é a saúde, mas, sinto a importância do programa pois graças a ele o Victor não interrompeu os estudos.”

Mãe e filho Kátia Dambros

Você sabe como escolher uma boa escola para seu filho?

Já iniciou a procura por escolas para 2013, principalmente para quem vai começar agora ou está mudando de etapa: saindo da Educação Infantil para o ensino Fundamental ou do Fundamental para o Médio. A busca pode parecer fácil, mas para que o resultado seja o melhor possível é preciso ficar atento a pequenos detalhes, que vão desde as atividades extracurriculares até o tipo de exposição que a instituição realiza em seus murais. Conversar com a Equipe pedagógica e administrativa da escola é o 1º passo. Conhecer as instalações, observando atentamente os espaços, a segurança, a higiene. Ouvir outros pais que já tem filhos na escola, perguntar, perceber nas crianças que já estão lá a alegria e o entusiasmo. Vale também verificar qual a formação dos professores que trabalham lá. Nada é possível sem um ótimo profissional.

Para os pais de crianças que vão sair da educação infantil e ingressar no 1.º ano do ensino fundamental, a escolha da escola requer mais atenção. Como se trata de uma fase que tem um nível maior de exigência, os filhos podem se sentir inseguros se a mudança for brusca. Essa transição não deve deixar de lado o lúdico pois, nessa fase, a criança ainda precisa brincar bastante, ir ao parquinho. A alfabetização é o objetivo principal, mas, precisa vir permeado de satisfação em estar na escola, de cuidados individuais como a criança recebia na Educação Infantil.

É muito importante levar em conta se os valores que a escola transmite são os mesmos que a família acredita, se a religião deve ou não estar presente, se quer estimular a criança para competitividade preparando-a desde cedo para o mercado.

As opções de boas escolas são muitas e estão por toda a cidade. Eu sempre sugiro que se busque uma próxima a residência, no bairro, evitando o trânsito e proporcionando um melhor relacionamento com os demais colegas já que, nesses casos a maioria mora por perto e é possível estender a amizade para além dos muros.

Quanto ao espaço físico é importante ter em mente que tecnologia de última geração, piscina e fachada impecável não são relevantes para o aprendizado. É na sala de aula que o aluno passa a maior parte do tempo, então, precisa ser confortável, ampla, clara, arejada.

No espaço externo, é bom olhar os parques, ver se há área verde, se existem brinquedos seguros e condizentes com a idade das crianças, se o colégio controle a entrada e saída doas crianças e o acesso de pessoas nos horários de aula.

Nas visitas é importante observar como estão os alunos que estudam ali. Se estão felizes e soltos ou apreensivos e desanimados. Levar a criança para conhecer, depois de uma prévia seleção, fará com que se sinta parte da decisão pois precisa existir uma identidade entre aluno e escola[ara que se sinta bem e estimulada.

Definida a escola, feita a matrícula, vem a compra de uniformes e material e o principal: acompanhar o dia a dia da criança para certificar-se de que a escolha foi acertada!

 

Segundo a Pedagoga Luiza Helena Canhoto, a busca por uma escola com ensino de qualidade faz da vida da família uma verdadeira maratona. Antes de sair em disparada, é preciso defina o que você espera da escola onde seu filho vai estudar. Para isso, dedique um tempo para visitar as escolas, anote os pontos interessantes, conheça as instalações e os funcionários.

A proposta pedagógica da escola deve privilegiar as reformas educacionais e se adequar às necessidades da vida moderna, assim, aprender fica muito mais fácil, deixando de ser uma obrigação e virando um processo natural.

Além disso, os aspectos físicos e o atendimento dos funcionários são de extrema importância, desde zeladoria até a diretoria, devem praticar os aspectos educativos e atender muito bem a pais e alunos.

Os pais podem visitar quantas escolas julgarem necessário para que estejam seguros do que querem e do que não querem. Só então devem levar a criança para opinar, se for o caso, entre aquelas que estão realmente dentro das suas possibilidades e expectativas.

*Luzia Helena Canhoto é pedagoga com especialização em Educação Infantil, Diretora do CEI Começando Feliz

VOCÊ SABE COMO ESCOLHER UMA BOA ESCOLA PARA SEU FILHO?

Já iniciou a procura por escolas para 2013, principalmente para quem vai começar agora ou está mudando de etapa: saindo da Educação Infantil para o ensino Fundamental ou do Fundamental para o Médio. A busca pode parecer fácil, mas para que o resultado seja o melhor possível é preciso ficar atento a pequenos detalhes, que vão desde as atividades extracurriculares até o tipo de exposição que a instituição realiza em seus murais. Conversar com a Equipe pedagógica e administrativa da escola é o 1º passo. Conhecer as instalações, observando atentamente os espaços, a segurança, a higiene. Ouvir outros pais que já tem filhos na escola, perguntar, perceber nas crianças que já estão lá a alegria e o entusiasmo. Vale também verificar qual a formação dos professores que trabalham lá. Nada é possível sem um ótimo profissional.

Para os pais de crianças que vão sair da educação infantil e ingressar no 1.º ano do ensino fundamental, a escolha da escola requer mais atenção. Como se trata de uma fase que tem um nível maior de exigência, os filhos podem se sentir inseguros se a mudança for brusca. Essa transição não deve deixar de lado o lúdico pois, nessa fase, a criança ainda precisa brincar bastante, ir ao parquinho. A alfabetização é o objetivo principal, mas, precisa vir permeado de satisfação em estar na escola, de cuidados individuais como a criança recebia na Educação Infantil.

É muito importante levar em conta se os valores que a escola transmite são os mesmos que a família acredita, se a religião deve ou não estar presente, se quer estimular a criança para competitividade preparando-a desde cedo para o mercado.

As opções de boas escolas são muitas e estão por toda a cidade. Eu sempre sugiro que se busque uma próxima a residência, no bairro, evitando o trânsito e proporcionando um melhor relacionamento com os demais colegas já que, nesses casos a maioria mora por perto e é possível estender a amizade para além dos muros.

Quanto ao espaço físico é importante ter em mente que tecnologia de última geração, piscina e fachada impecável não são relevantes para o aprendizado. É na sala de aula que o aluno passa a maior parte do tempo, então, precisa ser confortável, ampla, clara, arejada.

No espaço externo, é bom olhar os parques, ver se há área verde, se existem brinquedos seguros e condizentes com a idade das crianças, se o colégio controle a entrada e saída doas crianças e o acesso de pessoas nos horários de aula.

Nas visitas é importante observar como estão os alunos que estudam ali. Se estão felizes e soltos ou apreensivos e desanimados. Levar a criança para conhecer, depois de uma prévia seleção, fará com que se sinta parte da decisão pois precisa existir uma identidade entre aluno e escola[ara que se sinta bem e estimulada.

Definida a escola, feita a matrícula, vem a compra de uniformes e material e o principal: acompanhar o dia a dia da criança para certificar-se de que a escolha foi acertada!

 

Segundo a Pedagoga Luiza Helena Canhoto, a busca por uma escola com ensino de qualidade faz da vida da família uma verdadeira maratona. Antes de sair em disparada, é preciso defina o que você espera da escola onde seu filho vai estudar. Para isso, dedique um tempo para visitar as escolas, anote os pontos interessantes, conheça as instalações e os funcionários.

A proposta pedagógica da escola deve privilegiar as reformas educacionais e se adequar às necessidades da vida moderna, assim, aprender fica muito mais fácil, deixando de ser uma obrigação e virando um processo natural.

Além disso, os aspectos físicos e o atendimento dos funcionários são de extrema importância, desde zeladoria até a diretoria, devem praticar os aspectos educativos e atender muito bem a pais e alunos.

Os pais podem visitar quantas escolas julgarem necessário para que estejam seguros do que querem e do que não querem. Só então devem levar a criança para opinar, se for o caso, entre aquelas que estão realmente dentro das suas possibilidades e expectativas.

*Luzia Helena Canhoto é pedagoga com especialização em Educação Infantil, Diretora do CEI Começando Feliz

 

Repetir de ano não é o fim do mundo

PGarfieldor que tanto drama quando os pais recebem a notícia de que o filho está prestes a perder o ano na escola? Se um ano significa muito pouco no final das contas, por que a reprovação costuma provocar reações tão exageradas? A vida escolar é longa, cheia de desafios, por que a nossa cultura é de rejeitar de forma tão contundente qualquer tropeço nessa caminhada?

Repetir de ano é uma perda, um momento difícil e não é para ser comemorado. Mas refazer o que não foi bem feito deveria ser assimilado como parte do processo. Quantas coisas ao longo da vida, inclusive profissional, precisam ser revistas e refeitas, sem que isso signifique um grande fracasso? Os pais precisam tomar cuidado para não fazer da reprovação uma experiência ainda mais penosa para as crianças, que já sofrem com a frustração de ficar para trás.

Para Ana Olmos, psicanalista infantil e orientadora de família, a reprovação na escola desperta nos pais o sentimento de fracasso e de vergonha perante amigos, parentes e integrantes do grupo formado pelas famílias e alunos da classe. Segundo ela, os pais que conseguem minimizar o julgamento social sobre eles e a criança – ou seja, conseguem não ligar para o que os outros pensam – têm uma chance muito maior de superar o problema e ajudar o filho nessa situação.

Embora seja sofrido para os pais e para a criança, repetir o ano deve ser encarado como uma possibilidade de colocar as coisas no lugar. É uma oportunidade para a família avaliar os vários fatores que contribuíram para o fracasso. A reprovação pode ser um resultado da imaturidade da criança para aquela série, da inadequação da escola, ou até da falta de organização da vida para favorecer o processo de aprendizagem, como uma rotina saudável para comer dormir e fazer as tarefas. Coisas que cabe aos pais organizar.

A psicanalista avalia que as famílias têm dificuldade em aceitar que os fatores são múltiplos e se relacionam. Para ela, receber a notícia de que o filho está para repetir de ano como uma surpresa é uma demonstração de que a criança não foi acompanhada pela escola e pelos pais como deveria ao longo do ano. A família deveria ter sido comunicada antes e colaborado para recuperar o aluno.

Se as dificuldades no aprendizado foram detectadas e trabalhadas por meses, a criança está mais preparada para entender que terá de refazer porque não conseguiu aprender o que era necessário. E os pais não vão ver o filho como um incompetente; estarão cientes e prontos a compreender as limitações da criança.

A presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonatto, também disse que a criança precisa ser acompanhada e cobrada o ano inteiro, mas é comum a família ficar omissa e depois culpar a criança. “A criança nunca fracassa sozinha”, garante.

A psicopedagoga reforça que os pais precisam lidar com a frustração e a decepção de que o sonho não deu certo como eles desejaram. Só assim é possível focar a questão no desenvolvimento da criança, em vez de ficar rotulando e enfatizando o fracasso. Os pais precisam sair da posição de reprovados para ajudar o filho a superar. É preciso olhar para frente, saber que é necessária uma mudança de postura para que repetir o ano não seja fazer tudo de novo do mesmo jeito.

Segundo Quézia, as reprovações nas séries iniciais em grande parte estão relacionadas com uma imaturidade no desenvolvimento neurológico e cognitivo para absorver determinados conteúdos. Nestes casos, refazer o ano é uma boa oportunidade para melhorar o desempenho da criança. Ela também recomenda muito critério para recorrer às aulas particulares. Quando o aluno não teve compromisso com o estudo durante o ano todo, não vale a pena tentar salvar um ano em algumas semanas.

Thelma Torrecilha é jornalista, especialista em Comunicação Social e Educação