Bullying & Autoestima

AutoestimaBullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, vem do inglês e nada mais é do que os famosos judiar e implicar, que fizeram parte da nossa infância. Desde sempre crianças implicam umas com as outras, colocam apelidos, brigam. Hoje em dia, a sociedade tem se mostrado muito mais preocupada com essa situação, entendendo o quanto prejudicial é para vida das vítimas.

Com toda certeza um dos fatores que leva ao Bullying é a baixa autoestima de algumas pessoas. Autoestima é a avaliação que a pessoa faz de si mesma e pode ser positiva ou negativa. É construída durante toda a vida, sendo os primeiros anos fundamentais, e a influência dos pais e de uma rede de relacionamentos positivos primordial. Na adolescência e vida adulta ter bons amigos, poder contar com eles e estar à disposição deles, bem com ser importante para outras pessoas fortalece o indivíduo.

No dia-a-dia, percebemos que alguns sentem mais as agressões verbais, outros nem ligam. Porquê? São insensíveis? Não. Sua autoestima é alta e protege-os contra determinadas agressões. E como, normalmente a agressão física é fruto da agressão verbal, quando a pessoa ignora os “xingamentos”, enfraquece o zombeteiro que acaba desistindo de caçoar.

Além de valorizar seu filho, indicando condutas adequadas, auxiliando nas dificuldades, mostrando-se confiante em sua potencialidades é preciso também preocupar-se em prepará-lo para que não seja autor desse tipo de comportamento negativo. Assim como não queremos ver nossos filhos sofrendo, não podemos permitir que façam os outros sofrerem. Afinal, o que mais buscamos nessa vida é viver em PAZ!

Elaine Esmanhotto Bareta

Psicopedagoga

 

O pedido de uma criança a seus pais.

Clique no texto acima para assistir a apresentação.↑

Pais sem autoridade, filhos sem limite.

Na atualidade existe certa desorientação dos pais em relação à autoridade que exercem sobre seus filhos. De três gerações para cá, verifica-se uma mudança radical e significativa na posição dos pais quanto à colocação dos limites e das regras disciplinares em seus filhos. Se por um lado até as décadas de 40 e 50, a maneira de educar os filhos seguia uma direção vertical, na qual os pais exerciam sua autoridade de cima para baixo sem maiores questionamentos,  a geração seguinte, a partir do final dos anos 60, incomodada pelo autoritarismo, ao assumir o lugar dos pais agiu no extremo oposto, optando por mais permissividade. Os textos de psicologia desta época orientavam os pais quanto aos perigos potenciais da repressão de atitudes e comportamentos, no que tange a construção da personalidade, à criatividade, à saúde como um todo.

A falta de limites tem consequências negativas para a criança e seu desenvolvimento. A criança que não aceita regras, seja para jogar um jogo, para andar no ônibus, para se comportar na escola, terá dificuldades para conviver com os outros. Os limites ajudam a criança a tolerar frustrações e adiar sua satisfação. Ela tem que apreender a esperar sua vez, a compreender que existem outros e que precisa compartilhar. A insuficiência de limites pode conduzir a uma desorientação, a uma falta de noção dos outros, de respeito e até a criminalidade em alguns casos extremos.

Colocar limites não significa ser autoritário, mas sim ter autoridade. Através da colocação de limites os pais ensinam a criança a respeitar-se e a respeitar os outros. Dizer “não” para uma criança, e ensinar-lhe que ela também pode dizer não, quando alguém quiser lhe impor atitudes ou comportamentos. Na medida em que os pais percebem as necessidades da criança, as identificam e as apontam, ela poderá também identificar quais suas próprias necessidades e como respeitar seu próprio corpo.

Por exemplo, se uma mãe percebe que seu filho não está com sono, mas precisa dormir, e ela é firme e lhe disse que é hora de dormir, mesmo que ele resista aos poucos ele poderá identificar seu próprio cansaço e a necessidade do corpo de descansar. Existem muitos adultos que não ouvem as mensagens do próprio corpo, dor, cansaço, fadiga, e passam por cima dos limites do corpo, o que frequentemente provoca stress e adoecimento. Por outro lado, é comum ouvir as jovens hoje em dia dizerem não saber como dizer “não”, a um namorado que deseja ter uma relação sexual.

Colocar limites não significa privar de liberdade. Quanto mais cedo, os pais colocarem os limites de forma afetiva e com segurança de propósitos menos problemas terão na puberdade e na adolescência, fase na qual as crianças se revoltam contra as imposições desmedidas e transgridem aquilo que é insuportável.

É importante que os pais dialoguem com os filhos e expliquem quais os propósitos dos limites. Se mesmo assim as crianças não obedecerem, às vezes é necessário colocar sanções, com o intuito das crianças se responsabilizarem pelos atos e pelas suas decisões. Se um pai superprotege seu filho, evita colocar limites e dizer não a todas suas vontades, o prejudica, pois seu filho demorará para se tornar um adulto capaz de aceitar as regras da sociedade.

A tarefa de dizer não, por outro lado, inicia-se desde o nascimento. A importância do “não” e do estabelecimento de limites é fator organizador na formação da personalidade de todo ser humano. Desde ao redor de um ano de idade aproximadamente a criança precisa aprender a ouvir a palavra “não” e os pais ao pronunciá-la.

As crianças precisam de regras claras, objetivas e coerentes colocadas com segurança e na hora certa. O estabelecimento de limites não é tarefa fácil, mas muito mais complicado é mantê-los. Ter de enfrentar o choro, resmungos, esperneio e a sensação provocada pela criança de que somos pais “maus” e injustos é difícil de tolerar. É fundamental conhecer quais os recursos mentais da criança em cada faixa etária. Por exemplo, antes dos 4 ou 5 anos é quase impossível esperar que uma criança compreenda e aceite as regras de um jogo. Ela vai querer jogar e ganhar toda vez. Obrigá-la a aceitar regras antes do tempo seria um limite absurdo. Porém, a partir da 6 anos a criança já terá adquirido a capacidade para aceitar as regras e a vez dos amiguinhos.

Criança irritante, mal-educada, pirracenta, achando que pode tudo… Por mais fofa que ela possa ser, não há quem aguente conviver, nem que seja por alguns instantes, com criança sem limite. Mas, na grande maioria das vezes, esses monstrinhos não se criam sozinhos. Por trás deles, existe um adulto responsável, seja ele pai, mãe, tios, avós… Uma pessoa que, em vez de educar, fortalece ainda mais os maus hábitos da criança.

E, quando isso acontece, o resultado é aluno indisciplinado, com baixo rendimento escolar e uma dificuldade grande para se adequar às regras da escola. “Educar filho é uma das coisas mais sérias do mundo. Uma das tarefas mais difíceis da vida é educar um indivíduo. Mas quem ama cuida. Criança não pode encher o saco de ninguém, tem que saber se comportar em qualquer lugar. É horrível criança mal-educada.

Fontes:                                                                                                                                                           Psicóloga Maria Cristina Capobianco   e http://educarparacrescer.abril.com.br