Pai, mãe, quero ser professor!

Pai, mãe, quero ser professor!

Foi-se o tempo em que se ouvia frequentemente essa frase. Dificilmente hoje em dia os jovens anunciam aos pais e familiares que querem seguir o magistério. Alguns tem o desejo porém não conseguem chegar a universidade. Outros fazem um curso superior mas procuram outras profissões, mais rentáveis e reconhecidas. Assim, bons professores vão-se tornando peças raras.

Há alguns anos atrás, o magistério de nível médio formava professores que passavam a atuar imediatamente em escolas com crianças até o 5º ano (4ª série). Com as alterações na legislação educacional, os estados e municípios começam a exigir o ensino superior dos professores que atuam com a educação básica, estabelecendo prazos para que isso aconteça. Medida positiva se for possível atender a demanda dos dois lados: dos pretendentes a professor e das necessidades das escolas.

As universidades precisam estar preparadas para receber o contingente necessário de alunos conforme o número de profissionais que poderão ser absorvido pelo mercado. Preparo significa “quantidade e qualidade” no que se ensina. Cursos à distância, carga horária reduzida são situações a cada dia mais recorrentes e deixam defasagens no preparo desses novos professores que chegam ao mercado, muitas vezes, sem a qualificação mínima necessária para enfrentar os grandes desafios da profissão.

A falta de uma carreira condizente com a altíssima responsabilidade exigida e os baixos salários pagos aos profissionais da Educação Básica, levando-se em conta o volume de trabalho a que são diariamente submetidos, também afastam jovens candidatos.

Valorização, salarial e moral, é o caminho para educação no Brasil. Precisamos atrair nossos jovens acenando com salários e carreiras promissoras. O magistério deve sim ser “eletizado”, difícil de ingressar, exigente em todas as suas instâncias, de tal forma que se torne novamente sonho dos estudantes ingressar nessa carreira.

Elaine Esmanhotto Bareta                                                                                                                        Pedagoga

 

 

 

8 pensamentos em “Pai, mãe, quero ser professor!”

  1. Para isso lutamos….para o despertar de uma consciência crítica na sociedade da importância do investimento em educação..e por investimento entende-se não apenas recursos financeiros (que pode ser o primeiro passo) mas investimento em qualificação, em formação, em valorização, em elevação da profissão ao status de elite como vc afirma.
    Compartilho abaixo um artigo sobre a carreira do magistério na Finlândia.
    Eis a sutil diferença.

    http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/os-finlandeses-querem-que-os-filhos-sejam-professores_1492128

  2. Parabéns!!!
    Acredito que formando individuos criticos e ativos na sociedade, possamos ter a valorização e reconhecimento da valiosa importância do magistério. E professores qualificados que buscam aperfeiçoamento de qualidade, inclusive investindo em formação adequada e continua.

  3. Elaine

    Gostei do seu blog! Quanto a essa temática, indico uma pesquisa da Fundaçao Carlos Chagas sobre “Atratividade da Carreira Docente”. Foi coordenada pela Bernadete Gatti e o relatório está disponível na internet, se te interessar. Eu participei dessa pesquisa, foi show de bola!

    bjos

  4. Elaine, pensar em formar melhor é importante.
    Entretanto, um salário condigno, deve ser o foco das discussôes políticas.
    Sucesso.

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