Hiperatividade

Será que meu filho é hiperativo?

Essa dúvida que aflige muitos pais nos dias de hoje é tema de muitos estudos, pesquisas e discussões.

Se médicos, psicólogos, educadores nem sempre conseguem um diagnóstico preciso, dificultando encaminhamentos e tratamentos, o que diremos dos pais, “leigos”, que se deparam com uma criança agitada, sem interesse, que não responde à comandos.

Mesmo quando “diagnosticada” a HIPERATIVIDADE, ainda há o dilema: medicar ou não? Será que eu não consigo atender meu filho adequadamente sem remédio? E todas essas pesquisas que indicam crianças com diagnóstico errado, medicadas sem necessidade?

O Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade (TDAH), como é chamada pelos especialistas, é um transtorno neurobiológico de causas genéticas que aparece na infância e se desenrola por toda a vida do indivíduo. Este transtorno é caracterizado pela combinação de duas categorias de sintomas: desatenção e impulsividade/hiperatividade.

Segundo Ballone (2005), a prevalência do TDA-H está entre 3% a 5% em crianças em idade escolar, sendo mais comum em meninos. As crianças apresentam um padrão persistente de desatenção, hiperatividade e alguns sintomas hiperativos-impulsivos.

De uma forma geral, os sintomas aparecem na infância e é na escola que eles irão se manifestar mais claramente. A criança tende a apresentar dificuldades nos relacionamentos com os colegas, pais e professores. Crianças com Transtorno de Déficit e Atenção com Hiperatividade são comumente taxadas de avoadas ou estabanadas devido aos seus comportamentos e sintomas característicos, o que traz prejuízos ainda maiores ao seu desenvolvimento.

São vários os motivos que mostram ser de grande importância médica fazer o diagnóstico e se tratar a criança (ou o adulto) com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

Primeiro, é importante se fazer o tratamento desse transtorno para que a criança não cresça estigmatizada como o “bagunceiro da turma” ou como ou “vagabundo”, ou como o “terror dos professores”. Segundo, para que a criança não fique durante anos com o desenvolvimento prejudicado na escola e na sua vida social, atrasado em relação aos outros colegas numa sociedade cada vez mais competitiva. Terceiro, é importante fazer um tratamento do transtorno para se tentar minimizar conseqüências futuras do problema, como a propensão ao uso de drogas (o que é relativamente freqüente em adolescentes e adultos com o problema), transtorno do humor (depressão, principalmente) e transtorno de conduta.

Como se diagnostica?

O diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde capacitado, geralmente neurologista, pediatra ou psiquiatra. Pode ser auxiliado por alguns testes psicológicos ou neuropsicológicos, principalmente em casos duvidosos, como em adultos, mas mesmo em crianças, para o acompanhamento adequado do tratamento.

Como se trata?

O tratamento envolve o uso de medicação, geralmente algum psico-estimulante específico para o sistema nervoso central, uso de alguns antidepressivos ou outras medicações. Deve haver um acompanhamento do progresso da terapia, através da família e da escola. Além do tratamento medicamentoso, uma psicoterapia deve ser mantida, na maioria dos casos, pela necessidade de atenção à criança (ou adulto) devido à mudança de comportamento que deve ocorrer com a melhora dos sintomas, por causa do aconselhamento que se deve fazer aos pais e para tratamento de qualquer problema específico do desenvolvimento que possa estar associado.

Um aspecto fundamental desse tratamento é o acompanhamento da criança, de sua família e de seus professores, pois é preciso auxílio para que a criança possa reestruturar seu ambiente, reduzindo sua ansiedade. Uma exigência quase universal consiste em ajudar os pais a reconhecerem que a permissividade não é útil para a criança, mas que utilizando um modelo claro e previsível de recompensas e punições, baseado em terapias comportamentais, o desenvolvimento da criança pode ser melhor acompanhado.

* Importante saber também sobre a hiperatividade em adultos.

Abaixo alguns links interessantes que serviram de fonte de consulta e tratam mais detalhadamente sobre o assunto:

http://clinicaguri.com.br/?tag=hiperatividade

http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?420

http://www.hiperatividade.com.br/

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