Essa nossa língua!

“Fim de semana” / “final de semana”

Errado: Bom final de semana!iniciar-fim-de-semana
Certo: 
Bom fim de semana!
Por quê?
 Fim é o contrário de início. Final é o contrário de inicial.                            Portanto: fim de semana; fim de jogo; parte final.

                                                  Anexo / Anexa

Errado: Seguem anexo os documentos solicitados.
Certo: Seguem anexos os documentos solicitados.
Por quê? Anexo é adjetivo e deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere.
Obs: Muitos gramáticos condenam a locução “em anexo”; portanto, dê preferência à forma sem a preposição.

(Exame.com)

“Meio” / “Meia”

Errado: Ela estava meia nervosa na reunião.
Certo:
Ela estava meio nervosa na reunião.
Por quê?
No sentido de “um pouco”, a palavra “meio” é invariável. Como numeral, concorda com o substantivo. Ex: Ele comeu meia maçã.

Crase diante de Nomes de Lugar

Vou a ou à Brasília?  Vou a ou à Bahia?

O certo é: “Vou a Brasília” e “Vou à Bahia”.

Por que só ocorre crase no segundo caso?

Quando vamos, sempre vamos a algum lugar. O verbo IR pede a preposição “a. O problema é que o nome do lugar aonde vamos às vezes vem antecedido de artigo definido “a”, às vezes não.

Enquanto Brasília não admite artigo definido, a Bahia é antecedida do artigo definido “a. Isso significa que você “VAI À BAHIA” (=preposição “a” do verbo IR + artigo definido “a” que antecede a Bahia) e que você “VAI A BRASÍLIA” (=sem crase, porque só há a preposição “a” do verbo IR).

Se você quer saber com mais rapidez se deve IR À ou A algum lugar (com ou sem o acento da crase), use o seguinte “macete”:

Antes de IR, VOLTE.

Se você volta “DA”, significa que há artigo: você vai “À”;

Se você volta “DE”, significa que não há artigo: você vai “A”.

Exemplos:

“Você volta DA Bahia”      >      “Você vai à Bahia.”

“Você volta DE Brasília”   >      “Você vai a Brasília.”

MEIO-DIA E MEIO OU MEIA?

Mio-dia e meia

                         A forma correta de escrita da expressão é                               MEIO-DIA E MEIA meia hora

Fique sabendo mais!
Em se tratando da décima segunda hora do dia, é errado escrever meio-dia sem hífen. Embora o Novo Acordo Ortográfico tenha trazido diversas alterações na hifenização das palavras compostas, não houve alteração na palavra meio-dia. A junção das palavras meio e dia, sem hífen, pode ocorrer significando a metade de um dia e não a décima segunda hora do dia.

 

‘Câmera’ ou ‘câmara’ ?

daguerreótipo

 

As duas formas são empregadas no português brasileiro. A maioria dos nossos dicionários registra ambas, com ‘câmera’ remetendo a ‘câmara’.

Isso não quer dizer que uma das formas esteja errada e sim que ambas são admitidas, com a segunda (“câmara”) ocupando, segundo os lexicógrafos, posição preferencial.

Para quem quiser saber mais, vale muito a leitura abaixo!

Em outras palavras: “câmara” é a forma clássica, lusitanamente correta, válida para todas as acepções da palavra, enquanto “câmera” é um brasileirismo influenciado pelo inglês camera e que tem o sentido especializado de aparelho ótico (para tirar fotografias ou captar imagens em movimento no cinema ou na TV).

Tudo bem. Ocorre que, na acepção que está em jogo aqui, a forma “câmera” é hoje mais corrente no Brasil do que “câmara”. E quando, numa metonímia, a palavra designa o profissional – “o câmera” – que opera a câmera, a versão com e chega a ser exclusiva ou quase isso. Nunca vi um deles ser chamado de “o câmara”.

Embora os dicionários ainda ofereçam alguma resistência, parece estar se consolidando no uso brasileiro uma diferenciação entre “câmera” (aparelho ótico) e todas as outras acepções de “câmara” (recinto fechado, aposento, compartimento, cavidade num organismo vivo ou numa caverna, salão de reunião e assembleia ali reunida etc.).

A diferenciação pode ter aspectos funcionais, como no caso do profissional chamado “câmera”, mas não deveria obscurecer o fato de que uma acepção derivou da outra: a câmera nasceu como “câmara escura” (camera obscura), ou seja, “compartimento fechado, ou quase fechado, com uma abertura pela qual raios luminosos provenientes de objetos exteriores são captados…” (Houaiss).

Vale registrar, para tornar tudo mais interessante, que existe desde o latim clássico essa oscilação entre as formas camera e camara (“teto abaulado, navio coberto, céu da boca”) – com a primeira (!) no papel de preferencial, segundo o dicionário Saraiva. No início do século XVIII, o português adotava a forma “câmera” para designar “aposento”.

Apesar disso, é evidente que a preferência brasileira por “câmera” tem menos a ver com um uso antigo do que com a influência do inglês.

por: Sérgio Rodrigues

Sobre o uso de abreviaturas

A abreviatura deve ter metade ou menos da metade da palavra original, caso contrário, é preferível escrever a palavra por extenso.

Deve-se evitar ao máximo o uso de abreviaturas em textos corridos, utilizando-as preferencialmente em quadros, tabelas, listas, ou em documentos específicos, como dicionários, manuais técnicos e almanaques;

Antes de abreviar uma palavra, deve-se consultar dicionários e outras fontes de informação, a fim de verificar se já existem formas padronizadas; se isso não for possível, a palavra abreviada deve terminar em consoante e não em vogal.

Ex.:  ed. (edição)       mús. (música)

Deve-se adicionar a letra s (sempre minúscula) para indicar o plural nas abreviaturas que representam títulos ou formas de tratamento e naquelas em que a concordância exigir.

Ex.:     Drs. (doutores)          V. Exas. (Vossas Excelências)

Deve-se evitar o uso de etc. no fim de uma enumeração de itens, pois este não acrescenta outra informação senão a de que está incompleta, recomendando-se, para tanto, o uso de entre outros e de e outros.

Ex.: Os ingredientes utilizados na preparação do bolo foram: açúcar, farinha, fermento, ovos, leite, entre outros.

Nas abreviaturas de caráter internacional, não se utiliza o ponto abreviativo.

Ex.: h, kg, km, kw, l.

As abreviaturas dos nomes dos estados brasileiros são constituídas de duas letras, ambas maiúsculas e sem ponto.

Ex.:    BA (Bahia)      SC (Santa Catarina)

Abreviaturas e a pontuação

O ponto da abreviatura também serve para indicar o final do período.

Ex.: “O professor respondeu a Pedro Marcolino Jr.”

10/01 USO DO HÍFEN

Casos em que se deve usar hífen:

1. Quando o segundo termo iniciar por H.

  • Anti-higiênico, extra-humano, super-homem, micro-história.

2. Quando o prefixo terminar com a mesma consoante que se inicia o segundo termo.

  • Inter-relação, super-realista, hiper-racionaliza, hiper-romântico.

3. Usa-se hífen após o prefixo sub se o próximo termo iniciar com R.

  • Sub-regional, sub-raça, sub-racial, sub-região.

O uso do hífen

4. Caso o prefixo termine em vogal e o segundo termo comece com essa mesma vogal.

  • Anti-inflamatório, anti-inflacionário, micro-ondas, micro-organismo, auto-observação, contra-ataque.

5. Quando o segundo termo iniciar em M, N e vogaltendo como prefixos circum e pan.

  • Pan-americano, circum-navegação.

6. Emprega-se hífen com os prefixos além, aquém, ex, pré, pró, pós, recém, sem, soto e vice.

  • Pré-história, recém-nascido, pós-operatório, vice-governador, ex-mulher, soto-mestre, sem-teto.

7. Quando os sufixos tiverem origem tupi.

  • Capim-açu.

8. Para formar a união de palavras que se combinam por ocasião.

  • Ponte Rio-Niterói, Negociações China-EUA.

9. Algumas palavras continuam com sua acentuação própria, por isso a exigência do hífen.

  • Médico-cirurgião, sexta-feira, rosa-claro.

10. Em palavras relacionadas a espécies botânicas e zoológicas.

  • Beija-flor, couve-flor, erva-doce, pimenta-do-reino.

11. Em nomes próprios de lugar iniciados por GRÃ e GRÃO.

  • Grã-Bretanha.

12. Em elementos ligados por artigo.

  • Baía de Todos-os-Santos.

Casos em que NÃO se deve utilizar hífen:

1. Quando o primeiro termo iniciar com DES- e IN- e o segundo termo perder o H do início da palavra.

  • Inumano, desumano.

2. Quando o prefixo terminar em vogal e o segundo termo iniciar com R ou S, dobra-se as consoantes citadas.

  • Autorregulamentação, cosseno, extrasseco, ultrarromântico, antissocial, contrarreforma.

3. Quando o prefixo terminar em vogal e o segundo termo iniciar com consoante diferente de Rou S.

  • Autopreparação, microcomputador, autopeça, extraforte.

4. Quando o prefixo terminar em vogal diferente da vogal que o segundo termo se inicia:

  • Autoescola, infraestrutura, extraescolar, autoajuda.

Atenção! O prefixo co une-se, geralmente, ao segundo termo, mesmo se este começar com o. Exemplos: coordenador, cooperar.

5. Quando o prefixo terminar com consoante e o segundo termo iniciar com vogal ou consoante diferente do primeiro termo.

  • Hipermercado, superamigo, hiperativo, superinteressante.

6. Palavras que perderam a noção de composição não têm mais hífen.

  • Mandachuva, paraquedas, pontapé.

7. As locuções substantivas, adjetivas, adverbiais, pronominais, conjuncionais ou prepositivas perderam o hífen.

  • Fim de semana, café com leite, cartão de visita.

Atenção! Expressões consagradas pelo uso continuam com hífen: água-de-colônia, água-de-coco, mais-que-perfeito.

15/08 COMPANIA OU COMPANHIA?

COMPANHIA deve ser escrita sempre com “h”.

“Esta é uma das maiores COMPANHIAS (com H) do mundo.”
“Tenho que ficar aqui esperando, você quer me fazer COMPANHIA? (com H)

10/06 – Dia a dia?

As palavras compostas que possuem entre seus termos um elemento de ligação (representado por uma preposição, artigo ou pronome) já não mais requerem o emprego do hífen. Além da expressão em estudo (dia a dia), há ainda outras, como: pé de moleque, lua de mel, carne de sol, fim de semana, etc.

Então, vejamos com os exemplos abaixo, como orações de sentidos diferentes devem ser expressas:

Verifique o dia a dia de sua gestão e certamente você terá mais aliados. (substantivo).
A equipe melhora dia a dia os seus resultados! (advérbio).

25/03 – A vida passa rápida ou passa rápido?

“Lembre-se: a vida passa muito rápido.”

Adjetivos concordam em gênero e número com os substantivos a que se referem. Isso é verdade, sem dúvida, mas há casos em que o adjetivo funciona como um advérbio e, como tal, permanece invariável.

No caso em questão, será que “rápido” é uma característica da vida ou será que é o modo como ela passa? A resposta a essa pergunta é a chave do problema.

Sendo assim, o adjetivo “rápido” funciona na construção como um advérbio, portanto não se flexiona. “Rápido” é o modo como a vida passa. Adjetivos adverbializados permanecem invariáveis (no masculino singular).

19/02/2015 – Havia ou haviam?

O verbo “haver”, quando empregado no sentido de “existir” ou de “ocorrer”, é impessoal. Isso quer dizer que deve ser conjugado apenas na terceira pessoa do singular, qualquer que seja o tempo (há, houve, havia, houvera, houver, houvesse etc.).

O mesmo vale para os auxiliares do verbo “haver” em construções do tipo “deve haver”, “pode haver”, “vai haver”, “há de haver” etc.No seu bolso, os policiais encontraram outros dois relógios de luxo, da marca Rolex. Na casa dele, haviam outros 14 relógios.Como nessa acepção não admite sujeito, o verbo “haver” deve permanecer no singular:No seu bolso, os policiais  encontraram outros dois relógios de luxo, da marca Rolex. Na casa dele, havia outros 14 relógios.O verbo “haver” pode admitir o sujeito, mas isso geralmente ocorre em situações formais (“Nunca houveram o que perderam”, “Não houvemos o resultado pretendido” etc.). Entre as menos formais (e mais frequentes) estão aquelas em que é empregado como auxiliar: “Eu hei de vencer”, “Eles haverão de entender isso em algum dia”, “Eles haviam chegado antes do anoitecer” etc.(Por Thaís Nicoletti)

 

 

10/01/2015 – MEIO ou MEIA?

MEIO = mais ou menos / MEIA = metade

Embora seja comum ouvirmos frases como: A diretoria ficou meia tensa, A atleta ficou meia triste, A vizinha estava meia nervosa… Cuidado! Essas frases não são aceitas na língua culta. E você sabe por quê?

 

É simples! Isso acontece, porque nesses casos, a palavra MEIO é um advérbio e por isso não varia sua forma, ou seja, vai ser sempre MEIO, não importando o gênero (masculino ou feminino) da palavra a que se refere.

 

E a palavra MEIO é um advérbio quando tiver o sentido de MAIS OU MENOS. Assim, se dizemos que a diretoria ficou mais ou menos tensa, devemos dizer que a diretoria ficou MEIO tensa. Se a vizinha estava mais ou menos nervosa, então ela estava MEIO nervosa. Se a atleta ficou mais ou menos triste, ela ficou MEIO triste.

 

Quando, então, devemos usar a palavra MEIA? Usamos a palavra MEIA quando ela tiver o sentido de METADE. Ela tomou meia garrafa de água, quer dizer que ela tomou metade da garrafa.

 

Por isso diga sempre: É meio-dia e meiA, pois se trata de metade de um dia (meio-dia) com a metade de uma hora (meia hora).

10/12/2014 – ACENTO ou ASSENTO?

“Acento” é bem diferente de “assento”. Essas palavras são chamadas, na gramática tradicional, de homônimos. Isso porque elas têm exatamente a mesma pronúncia. A semelhança, no entanto, para por aí. Cada uma tem uma grafia e cada uma tem seu significado. Não há corretor ortográfico que nos ajude a corrigir esse tipo de erro. O único jeito mesmo é saber a hora de usar cada um dos homônimos.

Assento, com “ss”, é o banco do carro, é a poltrona do cinema, é um lugar (o Brasil pleiteia um assento na ONU) e até mesmo… as nádegas!

Acento, com “c”, é a sílaba forte de uma palavra, o sinal gráfico que a demarca ou mesmo o sotaque.

29/07/2014 – EXPECTADOR OU ESPECTADOR?

Diversas vezes você se coloca na condição de “ESPECTADOR”, pois assiste a um filme, a uma peça teatral, a um programa de televisão, enfim.

Você também pode se colocar na condição de EXPECTADOR, pois, assim como tantas outras pessoas, mantém uma expectativa acerca de algo, não é verdade?  

29/07/2014 – “Por hora” é diferente de “por ora”

“Por hora” é diferente de “por ora”. “Hora”, com h, é um intervalo de 60 minutos, enquanto “ora” equivale a “agora” ou “neste momento”. É a forma “ora” que integra a expressão “por ora”, equivalente a “por enquanto”.
Pode-se dizer, por exemplo, que um empregado recebe certa quantia por hora de trabalho. Nesse caso, estamos fazendo referência ao intervalo de 60 minutos. Isso é muito diferente de dizer, por exemplo, que, por ora, nada foi definido.

22/06/2014 – Perda ou Perca?

Perca – é uma forma verbal, ou seja, flexão do verbo “perder”. Aparece na primeira e terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo e na 3ª pessoa do singular do imperativo.

 

Exemplos:
a) Não perca tempo! (3ª pessoa do singular do imperativo)
b) Não quero que ele perca essa vaga! (3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo)
c) Espero que ele não perca a cabeça ao conversar com ela. (3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo)

 

Perda – é um substantivo que significa se privar (desapossar, excluir) de alguém ou de algo que se tinha. É fácil saber porque SEMPRE QUE FOR SUBSTANTIVO, admitirá um ARTIGO, PRONOME OU NUMERAL antes desse termo.

 

Exemplos:
a) Espero que não haja a perda de bagagens nesta companhia aérea.
b) Carolina está triste, pois a perda do pai a abalou muito.
c) O carro deu perda total.

 

01/06/2014 – Imigrante ou Emigrante? Os termos “imigrante” e “emigrante” têm significados opostos: imigrante é aquele que entra em um país, emigrante é aquele que sai de um país. Teoricamente, a distinção é muito simples.

O problema aparece, no entanto, no momento de redigir. Para empregar o termo adequado, é necessário levar em consideração o ponto de referência.

Do ponto de vista de quem está no Brasil, imigrante é o estrangeiro que vem estabelecer residência em nosso país. Já o brasileiro que sai para fixar-se em outro país, do nosso ponto de vista, é um emigrante.

Num país que tenha recebido um brasileiro, este será um imigrante. O imigrante é estrangeiro no lugar onde vive. Só faz sentido falar em imigrante brasileiro num país que não seja o Brasil (algo como “Os EUA têm em sua população um grande número de imigrantes brasileiros”).

 

18/05/2014 – Acento ou Assento? “Acento” é bem diferente de “assento”. Essas palavras são chamadas, na gramática tradicional, de homônimos. Isso porque elas têm exatamente a mesma pronúncia. A semelhança, no entanto, para por aí. Cada uma tem uma grafia e cada uma tem seu significado. Não há corretor ortográfico que nos ajude a corrigir esse tipo de erro. O único jeito mesmo é saber a hora de usar cada um dos homônimos.

 

Assento serve para sentar-se (veja a semelhança gráfica entre as palavras, que são da mesma família). O verbo “assentar” também pertence ao grupo de cognatos.

 

Assento, com “ss”, é o banco do carro, é a poltrona do cinema, é um lugar (o Brasil pleiteia um assento na ONU) e até mesmo… as nádegas!

 

Acento, com “c”, é a sílaba forte de uma palavra, o sinal gráfico que a demarca ou mesmo o sotaque.

19/03/2014 – o hífen não morreu… ele só não é usado mais em formações com prefixos e reduções,  depois do acordo ortográfico (por exemplo: socioeconômico, autoestima,minicurso, etc.): então continue colocando hífen nos compostos com dois elementos: PÚBLICO-ALVO, projeto POLÍTICO-PEDAGÓGICO, BOAS-VINDAS, BOLSA-AUXÍLIO (bolsa-salário, e outras bolsas por aí), VALE-TRANSPORTE, etc.

 

14/01/2014 – Com o novo acordo ortográfico, muitas pessoas acham que o hífen morre-eee-ee-uuuu-uu… mas NÃO. Ele foi suprimido das formações com reduções e prefixos e da maioria das formações com três elementos. Nas demais, como nos compostos de dois elementos (ex.: guarda-chuva, étnico-racial, campo-larguense,público-alvo, etc.), o hífen permanece.

 

08/12/2013 – A regra geral para a composição com prefixos e reduções é:

 

Prefixos e reduções que terminam com letras iguais ao segundo elemento – separam-se por hífen:

 

autoônibus, antiinflamatório, arquiinimigo, contraataque, extraatmosférico, semiinterno, ultraapressado, microondas,                         sócioorganizacional, superrebelde, etc.

 

Prefixos e reduções que terminam com letras diferentes do segundo elemento – juntam-se:

 

autofinanciamento, antiaferrugem, arquiavô, contracédula, extralegal, semiprecioso, ultrademocrático, microtexto, socioambiental, superperto, etc.

 

Resumindo: letras iguais = separam-se;

 

                        letras diferentes = juntam-se…

 

OBS. 1: Com os prefixos co- e re-, SEMPRE juntam: coorganização, coopatidário; reelaborar, reorganizar, etc.

 

OBS. 2: por questões sonoras, com palavras começadas com r (diferença do som forte vs fracodo r) s (diferença do som de s e z), dobram-se o r e o s:

 

semirregente, autossuficiente,  minirraio, ultrarrevolucionário, etc.

 

 

21/11/2013 – conforme  Manual de Escrita Oficial da Presidência da República e muitos outros materiais, visando à transparência, clareza e objetividade do setor público, os documentos devem ser iniciados sempre sem artificialidade, de maneira concisa e direta. E fechados dessa mesma forma, evitando frases feitas e expressões arcaicas.

 

Exemplos:

 

Introduções inadequadas

Adequadas

Vimos por meio desta/deste informar que… Informamos que…
O presente documento tem a finalidade de levar ao conhecimento… Comunicamos que…
Valemo-nos deste meio para solicitar… Solicitamos…
Dirigimo-nos ao caro colega a fim de efetuar nosso pedido de desculpas por… Pedimos desculpas por…

 

 

Fechos inadequados

Adequados

Sem mais para o momento, colocamo-nos à disposição para… Estamos à disposição para…
Nada mais tendo a acrescentar, solicitamos parecer sobre… Solicitamos parecer sobre…
Valemo-nos do presente para externar nosso voto de estima e consideração….. Atenciosamente,

 

OBS.: Na escrita oficial, a saudação final deve se ater a duas expressões:

 

  •  Atenciosamente – para autoridade de hierarquia igual, inferior ou particular.
  • Respeitosamente – para autoridades de hierarquia superior.

 

 

 

03/11/2013 – Para abreviatura de horas, temos as seguintes possibilidades:

As convencionais = 11h30; 11h30min[1]

Forma digital herdada dos britânicos = 11:30h

 

[1] É uma convenção internacional a abreviatura de horas e demais medidas (m, km, kg, g, etc.). Por isso, não se coloca o S de plural de jeito nenhum (em nenhum contexto linguístico). Portanto, 11hs30min, 2hs, 2ms (ou mts) é INADEQUADO. 

20/10/2103 – Recomenda-se usar letra minúscula nos nomes que designam cargos, postos, dignidade (referente aos postos eclesiásticos) no corpo do texto.

Ex.: papa Francisco I, arcebispo de Aparecida; embaixador da França, presidente da República, vicepresidente do Chile, ministro da Economia, governador do Paraná, prefeito de Curitiba. 

Não esqueçam: usar o menos possível de maiúscula no texto para que ela cumpra exatamente sua função na língua, que é marcar o nome próprio. Além disso, o menos é mais … mais clean e menos carregado esteticamente.

 

12/10/2013-  São grafados com hífen os designativos de cargos e profissões em que se pode deduzir um “e é”. Assim, em diretor-presidente, ele é diretor e é presidente.  Entre muitos cargos e profissões, são registrados com hífen: Diretor-gerente

Procurador-chefe

 

Juiz-corregedor

 

Redator-secretário

 

Sócio-gerente

 

Engenheiro-geneticista

 

Diretor-superintendente

 

Médico-conselheiro

 

Capitão-aviador

 

Tenente-coronel

 

Obs.: Alguns cargos são grafados com hífen devido à tradição. Por exemplo, os que são compostos pelo termo geral: coordenador-geral, diretor-geral, etc.

 

 

 

28/09/2013 – Em relação ao uso de letras maiúsculas, usem-nas o MENOS possível: somente quando indicar REALMENTE nome próprio (aqueles tradicionais, como nome de cidades/estados/países, pessoas, entre outros), conforme novo acordo ortográfico, decreto n.º 6.583 – Base XIX.

Por exemplo: em nomes de cursos, títulos de projetos, livros, etc., use somente a PRIMEIRA letra maiúscula e as demais minúsculas.

Obs.: Se a intenção é usar letra maiúscula para destacar, utilize outro recurso (negrito e sublinhado, p. e.), pois lembre-se que qualquer coisa em demasia no texto, deixa-o poluído visualmente e cansativo

 

 

14/09/2013 –  Uso de crase:

1) NÃO se usa o sinal indicativo da crase para indicar diasmeses e dias da semana.

Ex.:

a) De 02 A 04 de setembro, haverá o XIV Fórum de Letras da PUCPR. O evento será realizado de segunda A quarta-feira.

b) De janeiro A dezembro, só chove nesta cidade!

2) Usa-se o sinal indicativo da crase na marcação de horas.

Ex.:

a) O XIV Fórum de Letras da PUCPR começará ÀS 18h45.

b) A reunião do Departamento  será das 14h ÀS 18h.

 

27/08/2013 – Quando usar uma sigla em seu texto, a primeira vez que ela aparece, deve vir primeiramente o que significa e depois a sigla (não o contrário). A sigla, no corpo do texto, pode ser usada mais livremente sem precisar repetir o seu significado.

 

Ex.: A Secretaria Municipal da Educação (SME), envia documento para o Ministério Público (MP).

 

17/08/2013 – EM ANEXO – essa expressão é sempre invariável. Portanto, para não errar é uma boa expressão para se usar.

Se você escolher usar o adjetivo anexo, faça a concordância:

Segue anexA a cartA.

Segue anexO o documentO.

Seguem anexAS as cartAS.

Seguem anexOS os domentOS.

 

10/08/2013 – A expressão por exemplo vai entre vírgula, não importa em que posição apareça na frase: 

  • O pessoal da escola, por exemplo, trabalha muito. 
  • Por exemplo, o pessoal da escola trabalha muito. 
  • O pessoal da escola trabalha muito , por exemplo. 


Outras expressões que vão entre vírgulas: EM ANEXO, POR FAVOR, OU SEJA, ISTO É, ALÉM DISSO… 

11/07/2013 – Para lembrar: a abreviatura de professoR é prof. (NUNCA prof.º), assim como senhoR é sr. e doutoR é dr.

Para professorA, a abreviatura é profa ou prof.ª, senhora é sra ou sr.ª e doutora é dra ou dr.ª

Uma observação bacana = em português, não há uma marca morfológica para o masculino (pensamos que é o o, como alguns gramáticos tradicionalistas defendem. Se assim o fosse, todas as palavras masculinas terminariam em O). Na verdade, o masculino é não marcado em português (por isso temos gênero masculino com diferentes terminações = professoR, estudantE, freguêS, homeM, meninO). Gênero, em todas as língua, é uma categoria linguística para PALAVRAS e não se refere a machos e fêmeas no mundo.

Além de não marcado, o masculino, no português e na grande maioria das línguas do mundo, não somente denota o gênero, ele tem função de denotar a generecidade, ou seja, diz respeito a uma classe/grupo/conjunto de seres no mundo (o grupo que abarca TODOS os seres da classe/grupo/conjunto).

Por isso – e por outros MOTIVOS LINGUÍSTICOS – que fazer duas marcações nos discursos e textos (como “bom dia a todos e todas, professores e professoras, etc., etc., etc.), além de linguisticamente ir contra um princípio de todas as línguas do mundo (que se chama princípio de economia), vai contra a marcação de generecidade, sem mencionar que deixa o texto “pesado”, cansativo e muitas e muitas vezes pedante (pra não dizer, absolutamente chato!), indo na contracorrente de outro princípio da língua – comunicabilidade.

03/07/2013 – Para fazer o plural de siglas basta acrescentar um s minúsculo: CMEIs, DVDs, etc.

Nunca se usa apóstrofo: CD’s 

Em português, o apóstrofo serve para indicar a supressão de letra(s) e som(ns): mãe-d’água, Vozes d’África etc.; em inglês, além da supressão de letras,  significa posse: John’s shoes = sapatos de João)

 

26/06/2013 –  Abreviaturas comuns:

  1. Prof.ª e Prof.s/n (sem número)
  2. s/n (sem número)
  3. n.º
  4. h – hora e demais unidades de medida – sem s e sem ponto.

9h30min (ou m) – sem espaços                                                               R$ 12,00 – com um espaço após o símbolo.

  1. Ex.: – Exemplo – com ponto final e dois pontos quando precede lista.
  2. Obs.: Observação – como o anterior.
  3. 2.ª-feira e demais dias da semana – com hífen.
  4. Atte. (atenciosamente)
  5. etc. – sempre com ponto

 

  • Numerais:
  1. CEP – Usar sem ponto. Ex.: 82030-430
  2. Numerais – Separar com ponto os milhares. Ex.: 1.345.000

 

 

 

 

15 pensamentos em “Essa nossa língua!”

    1. Olá Marise!

      Segundo a professora e Doutoranda em Estudos Linguísticos (UFPR), SIRLEI DO ROCIO CAVALLI, que assina essa página do BLOG e também a academia Brasileira de letras, atenciosamente abrevia-se atte. Eu também não sabia e comecei a utilizar depois de postar aqui!
      Abraços

  1. Sirley,

    Desculpe a pregunta: Gente se escreve com G? Eu moro a muitos anos fora do Brasil e uso quase só o idioma daqui. Passados tantos anos começo a me enganar com certas palabras. Você poderia falar sobre este detalhe? Que é pra GENTE ñao esquecer.

    Atte

    Liliana Bareta

  2. Olá Elaine:

    Tenho ouvido várias pessoas falarem bolorado ex. o armário está bolorado. Sei que é bolor, mas acredito que o correto seja armário embolorado. Será que é correto falar bolorado?
    Obrigada
    Abraços
    Laura

    1. Oi Laura!

      Pesquisei e realmente não existe registro para “bolorado”, portanto é INCORRETO. Usar sempre “embolorado”.
      Já, “bolorento”, pode sim ser usado!

      Abraço

  3. Boa tarde!
    Encontrei este espaço hoje, e queria parabenizar pelas informações!!
    Tudo muito claro, direto e de fácil interpretação.

    Grata por tantos esclarecimentos!!!

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