Altas Habilidades/Superdotação. Você sabe o que é?

 

mediação da aprendizagemDe acordo com o MEC, estudantes com Altas Habilidades/Superdotação pertencem ao público alvo da Educação Especial. Isto significa que este público tem direito ao Atendimento Educacional Especializado, ou seja, direito de serem atendidos em suas necessidades, com professor especializado, em ambiente que favoreça o seu enriquecimento curricular.

Muitos ainda defendem o conceito de que, para ser considerada superdotada, a pessoa deve possuir um elevado QI – Quociente de Inteligência – medido por testes psicológicos. Este índice pode ser considerado sim, porém ele só não basta. Os chamados superdotados são aqueles que se sobressaem significativamente em uma ou mais áreas. Atletas de destaque, por exemplo, podem ser considerados superdotados, assim como grandes artistas, pintores, escultores e também músicos brilhantes. Normalmente as altas habilidades em uma ou mais áreas começam a aparecer muito cedo. Não é raro encontrarmos crianças que se alfabetizaram muito precocemente e escrevem livros com 4 ou 5 anos de idade. Vemos também crianças e adolescentes com uma alta capacidade para cálculos complexos, construção de equipamentos, que aprendem com enorme facilidade vários idiomas, ou que se comunicam oralmente com uma desenvoltura, argumentação e linguagem sofisticada que nos surpreende.

Por isso, ao avaliar uma criança ou jovem com suspeita de altas habilidades/superdotação, o profissional, normalmente da Psicologia ou Pedagogia, precisa observar muito atentamente e considerar o funcionamento e potencial do indivíduo, pois, apesar de muito desenvolvidos em algumas áreas, pode apresentar dificuldades em outras e por isso devem receber adequados encaminhamentos. Na escola podem apresentar contratempos em algumas disciplinas, bem como dificuldades em se relacionar com colegas e professores, desafiando-os. Ao professor cabe a tarefa, nem sempre fácil, de propor tarefas e desafios que complementem sua formação.

Em ambientes sociais, inclusive em família, podem demonstrar grande insatisfação com regras e tarefas do cotidiano. Geralmente não suportam injustiças e questionam fatos, sem aceitar qualquer resposta. Para a família a orientação é que evite cobranças além do que seus filhos podem oferecer, pois ser superdotado não é ser bom em tudo. Também são indicadas atividades além da escola que os desperte para pesquisa e projetos, contemplando seus interesses. Em alguns casos são indicados acompanhamentos Psicológico e Psicopedagógico, para auxiliá-los com as suas adversidades. Em Curitiba são ofertados atendimentos em Salas de Recursos nos Centros Municipais de Atendimento Especializado. As escolas que possuem estudantes com Altas Habilidades desenvolvem um planejamento adequado às suas necessidades.

 

Texto de Gislaine Coimbra Budel

Mestre em Educação, Professora, Psicopedagoga, Especialista em Intervenção Cognitiva e Aprendizagem Mediada, Diretora de Centro Especializado da Prefeitura Municipal de Curitiba. Autora do Livro “Mediação da Aprendizagem na Educação Especial”, em parceria com Marcos Meier

Ciência para crianças

CienciasUm desafio de pais e professores é despertar a curiosidade das crianças e fomentar a paixão pela descoberta, pelos estudos.

Para isso,  grande aliado pode ser o conhecimento científico, que está presente dos óculos que você usa à caneta em sua mão, e é, portanto,
um tipo de conhecimento que ajuda a compreender o mundo e suas transformações. As ciências não devem ser vistas como algo distante, fora da realidade. Ao contrário: o cientista é um observador das coisas simples,
desde o movimento das nuvens até o funcionamento de uma rede de computadores.

É importante que o seu filho, seu aluno, aprenda a pensar cientificamente. Ou seja, a formular hipóteses e desenvolver um raciocínio

tentando entender o mundo e a natureza, pensando  de maneira cada vez mais lógica e tornando a vida mais interessante.

Um simples passeio no parque pode se tornar mais atraente quando conhecemos os princípios da ciência.

A criança vai poder observar tudo o que aprendeu sobre as plantas na escola e terá a chance de ver de perto as formas, as texturas,

cores das flores e das árvores.

VOCÊ SABE O QUE É UM SERVIÇO DE REVISÃO?

Você sabe o que é um serviço de revisão? O que é revisar um texto? Quanto tempo leva para revisar um parágrafo? Uma página? A resposta provavelmente é: “SIM! SEI!” ou “É corrigir, oras!” ou ainda “É rápido, uma passada de olhos e pronto!”

Você sabe o que é um serviço de revisão? O que é revisar um texto? Quanto tempo leva para revisar um parágrafo? Uma página? A resposta provavelmente é: “SIM! SEI!” ou “É corrigir, oras!” ou ainda “É rápido, uma passada de olhos e pronto!”

Tá e daí? Mas é corrigir o quê? Acho que já sei sua resposta! Seria?

– É corrigir se as palavras estão escritas conforme convenção ortográfica: é excessão ou exceção?; sociointeracionista ou sócio-interacionista?; imprescindível ou emprecindível?…

– É colocar vírgulas e pontos que faltam ou arrumar os que estão no lugar errado…

– É corrigir concordância nominal e verbal… “Segue anexo os documentos ou seguem anexos os documentos?”

A resposta certa é: ( ) Só a primeira ( ) Só a segunda ( ) Só a terceira ( ) A primeira e a terceira ( ) Todas elas

Isso mesmo, parabéns!!! Todas elas! Todas elas e mil coisas a +++

Revisar um texto é tão complexo quanto fazer reescrita individual com alunos (mas se difere por sua especificidade). Então revisar um texto é observar numa primeira leitura o que é mais aparente no texto: ortografia, pontuação, concordância, regência…

Mas, e como fica a organização sintática que dificulta o significado do texto? O que fazer com sentenças do tipo:

  • “Corto cabelo e pinto
  • “Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para a satisfação de seus habitantes
  • “A sua mulher fugiu com seu motorista”
  • “Vende-se carne aos fregueses sem pelanca
  • “Um navio francês entrava no porto um navio inglês”

Pois é… Também tem que corrigir isso tudo, ou seja, tirar partes, colocar outras, recolocar, ver se o verbo está adequado semanticamente, ou se a organização sintática e semântica dá conta do que o produtor do texto quer dizer (como mexer no texto sem tirar a “cara” do dono do texto?), verificar se a ordem interna e dos marcadores textuais de temporalidade sequencial do texto estão certos.

E tem mais… Na sequencia textual, verificar se todas as “amarras” do texto estão sintática e semanticamente ajudando no entendimento do que se quer dizer, pra quem se quer dizer, do tipo de texto que é e seu suporte. Ou seja, linguagem e adequação na articulação das partes e do todo. E ainda: se as repetições comprometem o texto ou não, quais podem ficar e quais devem ser substituídas… e quando trocadas, qual é o melhor mecanismo linguístico pra isso: reiteração por paráfrase, por paralelismo, por substituição lexical ou gramatical, por elipse, por associação de campo semântico, por conexão… e ufaa… padronização (se há o uso um tempo verbal, letra maiúscula ou minúscula, singular ou plural em determinados contextos ou um tipo de organização, tudo deve vir assim do início ao fim do texto). Em outras palavras,  é verificar COESÃO e COERÊNCIA.

Resumindo a ópera, um texto de uma página (dependendo da complexidade do assunto, do tipo de texto e de tudo que foi apontado anteriormente), leva um lonnnnnngo tempo pra fazer RELATIVAMENTE bem (com probabilidade bemmmmm grande – ou melhor, com certeza – de um outro revisor corrigir mais coisas (por questões subjetivas e de estilo, ou porque o primeiro revisor deixou passar mesmo, já que “errar” é humano e persistir no erro em questões de linguagem nem sempre é burrice …).

SIRLEI DO ROCIO CAVALLI

Graduada em Letras Português (UFPR),

Mestrado em Estudos Linguísticos (UFPR),

Doutoranda em Estudos Linguísticos (UFPR)

DIA DAS CRIANÇAS

dia das cri

O Dia Mundial da Criança é oficialmente 20 de novembro, quando foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança pela ONU.Porém, a data de comemoração varia de país para país.

No Brasil, em 1924, o deputado federal Galdino do Valle Filho teve a ideia de “criar” o dia das crianças que ficou oficializado em 12 de outubro pelo presidente Arthur Bernardes. Mas somente em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a “Semana do Bebê Robusto” e aumentar suas vendas, é que a data passou a ser comemorada. A estratégia deu certo, pois desde então o dia das Crianças é comemorado com muitos presentes. Porém, nem só de presentes vivem nosso pimpolhos pois existem outras maneiras de comemorar e divertir os filhos, sobrinhos, afilhados. Aproveitar um dia no parque com bola, corda, pipoca e picolé, custa pouco e alegra muito. Ensinar uma brincadeira da sua infância, fazer brigadeiro de colher, gelatina e ler uma história também encanta os pequenos. Então, vamos lá: aproveite o tempo que falta para o dia das crianças (12 de outubro) e prepare uma surpresa bem gostosa para suas crianças.

EU QUERO MAIS MÚSICA!

Nós somos seres musicais. Nosso corpo emite sons, pulsa ritmadamente, a voz é melodia. Além disso, apreciamos as músicas do mundo, seja qual for o estilo preferido, é uma delícia ouvir no rádio, na TV, em shows, no mundo.

Nós podemos ser apreciadores, executores ou criadores de músicas, com ou sem instrumentos. Porém, para irmos além de bons ouvintes, exceto em raras exceções, é preciso muito estudo e anos de dedicação.

Segundo a lei 11769/08, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996, “A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular ensino da arte”, ou seja, escolas que não trabalhavam com música nas aulas de artes devem agora inseri-la no seu contexto. Precisa ficar claro, no entanto, que isso não pressupõe um professor habilitado ou que serão aulas de música como aquelas dos conservatórios onde as crianças aprendem a tocar um instrumento.  A Lei pretende que seja dado à música nas aulas de artes o mesmo espaço que para as outras linguagens: artes visuais, teatro e dança, e com isso, o desenvolvimento do pensamento estético das crianças, que possibilite analisar formas artísticas e não ser um mero receptor de tudo o que aparece.

Para aqueles pais que querem uma formação específica num instrumento, ainda é necessário buscar academias particulares. Outra boa opção são os cursos oferecidos pela Fundação Cultural de Curitiba, nas Ruas da Cidadania, a um custo bem acessível: guitarra, teclado, viola caipira, violão, violino e técnica vocal.

Se você tem condições, mesmo que com algum esforço, dê essa oportunidade ao seu filho. Estudar música, aprender a tocar ou cantar, complementam uma boa formação e auxiliam na capacidade de atenção e assimilação, além de ser muito prazeroso!

 

 

 

Segundo a professora/pedagoga Eliane Breda (foto), que além de compor hinos para as escolas, músicas para alegrar as aulas e tornar mais fácil a assimilação dos conteúdos: “ A música é uma linguagem natural do ser humano e na criança isso é facilmente observável. Quando se estabelece um link entre a linguagem musical e os conteúdos escolares estamos aproximando esses saberes do mundo infantil”.

 

Elaine Esmanhotto Bareta

Pedagoga

LIVROS DIDÁTICOS

 

É incrível do que são capazes as EDITORAS pra vender livros didáticos!
FTD: Edição Reformulda… Traduzindo: mudamos algumas figuras, algumas palavras, fotos para que você não possa reutilizar o livro do ano passado…
ATUAL: o livro é o mesmo, mas, precisa comprar outro porque agora vem com uma senha, PESSOAL E INTRANSFERÍVEL de acesso a internet!
Escolas e editoras sem respeito aos pais, incentivando o consumismo desnecessário, lixando-se para sustentabilidade.
Qual é mesmo o objetivo dos livros não serem consumíveis???? Precisamos mesmo nos sujeitar a isso ou temos forças para reverter esse comércio desenfreado?

SUGESTÃO DE AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

Avaliação

Caros colegas!

Início do ano, turmas novas, alunos, novos e antigos, professores novos e antigos… Começar por onde? É preciso planejar muito bem as atividades e para isso faz-se necessário conhecer um pouco a realidade existente. Para isso, segue sugestão de uma Avaliação Diagnóstica, bem simples, para um primeiro panorama e planejamento inicial. Também uma ficha para registro, que pode ser usada durante todo o ano para reavalições do que se programou.

1º ANO
2º ANO
3º ANO
4º ANO
5º ANO
FICHA

Elaine Esmanhotto Bareta    
Pedagoga

Material Escolar

 

Ao invés de pensar só nas despesas com as listas de material escolar, é muito importante aproveitar a oportunidade para orientar as crianças nas questões de economia, reaproveitamento, educação e até cidadania. 

Não é necessário trocar tudo a cada novo ano que se inicia. Os pais e a escola podem, durante o período letivo, incentivar o cuidado com o material. Desde os livros até a mochila e penal, tudo pode ser reaproveitado.  Antes de começar a comprar a lista enviada pela escola é preciso separar tudo o pode ser reutilizado.

Mochila, penal, canetas e canetinhas, tesoura, régua… até mesmo cadernos que não foram totalmente usados devem ser aproveitados.

Livros didáticos podem ser comprados usados e os do ano anterior vendidos. São medidas que trazem muitos benefícios as famílias e a sociedade.

Cuidar com o consumismo excessivo não vale só para o Natal e dia das Crianças, agora também é hora de ensinar: não é a beleza do material que traz sucesso escolar!

Elaine Esmanhotto Bareta

Pedagoda

VAMOS VOLTAR?

O mês de julho voou e já está na hora de retornar as aulas. Não é um começo, mas sim uma retomada após o período de recesso escolar. Acabou a pausa para descanso e agora mãos a massa porque ainda temos muito chão pela frente até dezembro.

É importante para os alunos, professores e funcionários das escolas esse tempo para tomar um bom fôlego e depois prosseguir com garra até o final do ano.

As escolas devem preparar o ambiente para receber as crianças acolhedoramente, mostrando que sentiram sua falta e o quanto é importante voltar. Alunos precisam de professores entusiasmados, com atividades bem planejadas e dispondo-se a uma breve revisão do que foi visto no 1º semestre.

Os pais, do seu lado, devem rever o material escolar, repor o que acabou ou estragou, verificar o uniforme, tênis e acompanhar as crianças como se fosse o primeiro dia de aula. A adaptação à rotina depende da postura dos pais. Também, se até agora não conheceram as professoras, esse reinício é uma boa oportunidade para marcar um horário e conversar sobre o desempenho escolar de seus filhos, estratégias e planejamento para o segundo semestre.

As famílias não devem lidar com essa volta as aulas nem com alívio – ufa! Até que enfim! Não aguentava mais essa criançada o dia todo em casa; nem com descaso – fazer o que, tem que estudar não é?. A escola precisa ter sempre o lugar que merece em nossas vidas: local de oportunidades, crescimento, socialização.  Lembrem-se que A  boa educação escolar é o complemento indispensável para a boa educação familiar!

NA ESCOLA MUNICIPAL CEI PEDRO DALLABONA, as Diretoras Joelise Flores Zappelli e Liliane Palmer, em conjunto com toda equipe, esperam com carinho as crianças nessa “volta às aulas”.

SACOLINHA PLÁSTICA

Atualmente a inimiga número um do meio ambiente é a  SACOLINHA PLÁSTICA. No entanto, você já observou quantos ítens de plástico e outros materiais descartáveis estão ao seu redor? Copos de água, colherzinhas para mexer o café, papel de bala, latinha de refri… Desde um lanche, servido em caixa de papelão, envolto em plástico, com bandeja plástica, copo plástico com tampa plástica, canudinho plástico com invólucro plástico, até um equipamento eletrônico, vendido também em caixa de papelão, com camadas de plástico bolha, arames para prender os fios, isopor… e por aí vai… E quando é para presente então? Mais caixas, papéis, laços e sacolas. Perceba seu lixo depois de um aniversário ou Natal.

Nosso consumo diário é alto. Casas aonde o lixo é separado, pode-se perceber que o volume do orgânico é pelo menos 10 vezes menor do que o lixo reciclável.

Muito difícil voltar no tempo e criar “dificuldades” aonde existem “facilidades”, deixar de usar o que é descartável, prático.O melhor caminho é usar adequadamente, sem exageros, reaproveitar e principalmente reciclar. A reciclagem educa, preserva o meio ambiente, gera renda e empregos.

Reutilizar embalagens em casa para outros fins, observando os devidos cuidados, é uma das maneiras de ajudar a preservar o meio ambiente.

Separar o lixo orgânico do reciclável, se possível separar vidro, lata, plástico, papel é fundamental para dar sua contribuição à vida dos seres humanos. Em casa e no trabalho.

Na escola, além do exemplo de professores e funcionários, projetos que insiram no dia-a-dia da classe a reutilização e a separação do lixo e estimulem as crianças a disseminar esse hábito, farão com que nossos futuros “senhores da terra” sejam pessoas conscientes e preocupadas com a preciosa mãe terra e toda vida que dela brota.

E, como diz o ditado, que educação vem de berço, no CMEI Professora Lygia Carneiro (Jardim Pinheiros) a diretora Ana Paula Muraro incentiva as professoras, educadoras e demais funcionários a ensinar com atitudes sustentáveis. Os “pequenos” aprendem desde cedo que além de consumir sem desperdícios, existe muito “lixo” bom reaproveitável nos mais diversos fins, principalmente na confecção de brinquedos.

Elaine Esmanhotto Bareta

Pedagoga