Trabalho Infantil

Trabalho infantilMuito se ouve hoje em dia sobre o TRABALHO INFANTIL, com opiniões às vezes controversas. A legislação internacional define o trabalho infantil como aquele em que crianças ou adolescentes são obrigadas a efetuar qualquer tipo de atividade econômica, regular, remunerada ou não, que afete seu bem-estar e o desenvolvimento físico, psíquico, moral e social. Segundo a Constituição Federal, é proibido para menores de 16 anos a execução de qualquer trabalho, salvo na condição de aprendiz a partir dos 14 anos e não devem prejudicar a frequência nem o rendimento escolar do adolescente.

Não estou falando aqui daquele trabalho em casa, para auxiliar nas tarefas domésticas gerais, que dosadas de acordo com a idade trazem benefícios. Me refiro a milhares de crianças e adolescentes pelo Brasil (em Curitiba também!) que são explorados sexualmente em troca de pagamento, de meninos e meninas envolvidos com o tráfico de drogas, na coleta de lixo, trabalhando como ambulantes, pedintes entre outros e que, em muitos casos inclusive sustentam a família.

Sem a intenção de criminalizar ninguém mas sim, conscientizar pais e responsáveis, é importante trazer o assunto à baila sempre que possível para a sociedade ajudar a preservar essas crianças e adolescentes e na contrapartida cobrar sempre do poder público educação de qualidade para todos.

Na cama dos pais

Na cama dos pais

A cama dos pais tem um íman e cá para mim (ninguém me convence do contrário) tem uma magia soporífera, um misterioso pó de amor impregnado nas almofadas, que faz com que os filhos adormeçam imediatamente e que o pior dos pesadelos, o mais trepidante terror noturno, fuja a sete pés.

Na cama dos pais, o último refúgio dos medos, a paz é absoluta e total.

Ali chegam, levados por pais extenuados e vencidos, ou pelo seu próprio pé, transpirados e assustados, passarinhos a voar de noite aos encontrões pelos corredores da casa, até chegarem ao lugar dos lugares. Dois colos com lençóis macios e o cheiro dos progenitores. Caem que nem tordos a dormir, apaziguados.

Os pais fingem que se importam, na manhã seguinte: «lá foste tu para a nossa cama! Quando é que aprendes a ultrapassar os medos e a dormir sozinho? Tens de crescer!», mas nem olham muito nos olhos dos filhos quando dizem estas coisas, com medo de que eles descubram que naquele breve regresso ao ninho, ao berço inicial, os pais se enchem de amor e ternura e também eles se confortam nas suas inquietações.

Um pescoço morno. Uma mãozinha gorducha no nosso cabelo. Um pé de regresso à costela da mãe. A respiração tranquila na fronha partilhada.

O desejo secreto de que o ninho fique assim para sempre. E que a manhã demore muito a chegar.

Que o misterioso pó de amor das almofadas preserve para sempre estas excursões noturnas de mimo que não são mais do que um inteligente prenúncio, de uma saudade imensa, dos melhores dias desta vida.

Por Rita Ferro Rodrigues

Mesadas: saiba como ensinar os filhos a lidar com dinheiro.

Mesada1) Devo dar mesada?

Ensinar os filhos a lidar com dinheiro não é tão difícil como parece. Os especialistas em educação financeira consultados aconselham os pais a dar a mesada aos filhos como forma de orientá-los a lidar com o dinheiro desde cedo. “A mesada é uma ferramenta muito útil quando as crianças começam a interagir em sociedade e percebem a necessidade de administrar o dinheiro”, avalia Gustavo Cerbasi, autor do best-seller Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”.

2) Por que é importante dar mesada?

É importante que os pais ensinem às crianças noções de responsabilidade, planejamento e limites, ferramentas essenciais para se viver bem em uma sociedade com tantos apelos ao consumo. É claro que isso não significa que uma criança que nunca recebeu mesada terá, necessariamente, de ser um adulto descontrolado; mas vale lembrar que a prática leva à perfeição. Certamente será mais fácil para aquele que desde cedo teve de aprender a controlar suas contas a fazê-lo na vida adulta do que para aquele que sempre teve sua vida financiada pelos pais, de repente, ter de aprender a lidar com o dinheiro.

3) Qual é a idade certa para começar?

O ideal, segundo os especialistas, é que se comece a dar a mesada quando a criança já tem a noção dos números, já sabe contar, e começa a interagir com a sociedade. Por exemplo, quando a criança tem a opção de comprar o lanche da escola, ou quando quer comprar figurinhas para completar o álbum. Isso ocorre por volta dos sete anos, mas é possível já ir treinando a criança antes desta idade.

4) Devo dar mesada ou semanada?

A semanada (dividir a mesada em quatro para que a criança receba o dinheiro por semana) facilita o controle dos gastos. A idade ideal é por volta dos sete anos, quando a criança já sabe fazer cálculos simples.

5) Como começar?

Por volta de cinco anos

A idéia do cofrinho é ótima para dar aos bem pequenos as primeiras noções de economia. Com o cofrinho, a criança aprende que, poupando, pode atingir um objetivo (que pode ser comprar as figurinhas, o lanche, um sorvete, um brinquedo novo). E o que é melhor: ela é quem irá ter controle do seu dinheiro (cabe a ela a decisão de quebrar o cofrinho ou guardar para ter mais). *** Nota minha: evitar deixar muito tempo as moedas fora de circulação: provocar trocas e depósitos bancários com regularidade.

A criança, nesta idade, já pode começar a aprender o que é caro e o que é barato. Também pode compreender que os pais trabalham para receberem dinheiro e poderem comprar as coisas de que necessitam.

– Por volta de 7 anos:

A partir desta idade já é possível dar a semanada, mas o valor deve ser bem pequeno, para que a criança consiga contar e administrar. Os gastos serão pequenos também, já que o objetivo será a compra de doces e figurinhas, por exemplo. Deve-se estabelecer um dia para receber o dinheiro e não se deve antecipar ou atrasar o pagamento, nem complementar o valor. È importante que os pais ajudem os filhos no acompanhamento dos gastos, principalmente nas primeiras semanas, para ver como eles estão se saindo.

– A partir dos 10 anos:

Gustavo Cerbasi aconselha os pais a sentarem com os filhos para decidir que gastos serão cobertos pela semanada: lanche, cinema, lan house, revistas, hobbies. O valor deve ser negociado para que a criança aprenda a noção de limite. Uma boa pedida é estimular a criança a economizar para comprar algo de maior valor. Os pais também podem estimular a criança a guardar algum dinheiro para ajudar os mais necessitados.

6) É correto premiar os filhos por fazer trabalhos domésticos ou ter um bom desempenho escolar?

Não. As tarefas domésticas devem ser repartidas por todos, e estudar é uma obrigação. Se a mãe arruma a cama, ela não recebe nada por isso.

7) Deve-se incentivar os filhos a trabalhar para aumentar a mesada?

Para Gustavo Cerbasi, o empreendedorismo deve ser estimulado, mas não ao ponto de fazer com que a criança deixe de ser criança nem atrapalhar seus estudos. Trabalho infantil, então, nem pensar. Um bom exemplo de empreendedorismo a ser incentivado é aquele em que a criança se dispõe a fazer um pequeno trabalho, como fazer um bolo ou confeccionar alguma bijuteria e vender, a fim de complementar mais rapidamente o dinheiro que necessita para comprar algo que deseja.

8) Deve-se estimular os filhos a poupar?

Sim. Os filhos devem ser estimulados a poupar. Os objetivos podem ser de curto prazo (menos de um ano), como comprar roupas, DVD/CDs ou de longo prazo (mais de um ano), como a compra de um carro, bicicleta, de uma viagem etc.

9) E se os filhos se descontrolarem, os pais devem aumentar a mesada?

Não. Os pais nunca devem complementar a mesada depois que o valor foi definido. É pior complementar mesadas a toda hora do que não dar. A mesada é importante para ensinar a criança a lidar com o dinheiro, a ter controle sobre os seus gastos. Se a criança se descontrola sempre e os pais não impõem limites, a criança fica com a noção errada de que pode gastar tudo o que deseja que sempre haverá alguém para financiá-las.

10) No que os pais podem ajudar?

Os pais podem ajudar dando o exemplo. Não gastar tudo o que ganham, não “comprar” o amor dos filhos com presentes fora de hora, não praticar o desperdício dentro de casa, convidar os filhos participarem do orçamento familiar desde cedo, mostrar que o dinheiro que recebem é fruto do trabalho e que este dinheiro tem limite.

A jornalista Sophia Camargo conversou com o escritor Gustavo Cerbasi, autor de Casais Inteligentes Enriquecem Juntos e Dinheiro – Os Segredos de Quem Tem. Cerbasi está preparando o livro Filhos Inteligentes Enriquecem Sozinhos (a ser lançado em outubro/06). Também foram consultados os livros Esticando a Mesada, de Ricardo Rocha e Rodney Vergili e 20 Dicas para Ajudar Você a Educar Seu Filho, de Cássia D’Aquino.

O que será o SAREH?

A continuidade nos estudos é fundamental para o desenvolvimento integral das crianças e jovens. O SAREH, Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar e Domiciliar da Secretaria de Estado da Educação objetiva o atendimento educacional a crianças, adolescentes, jovens e adultos que se encontram impossibilitados de frequentar a escola em virtude de situação de internamento hospitalar.

A Secretaria Municipal de Curitiba também oferece esse serviço, desde 1998, atendendo alunos do 1º ao 5º ano. Para tanto são disponibilizados professores e pedagogos das redes municipal e estadual, capacitados para essa atuação e com suporte de recursos tecnológicos apropriados à idade e ao nível de escolaridade.

No Hospital Erasto Gaertner, a equipe do estado é composta pelos professores Cláudio Fernandes dos Santos, Rosemeri Vieira Dittrich, Adraiana Butka Markoski,  e pela pedagoga Elaine Heloisa Marques.

Equipe SAREHSareh

Da prefeitura, trabalham as professoras Márcia Raquel de Souza e Mirta Cristina Pereira Pacheco, com a coordenação de Viviane Maito.

A professora Kátia Maria D`Ambrós,  que está em tratamento com seu filho Victor, conta um pouco da experiência deles:

“Quando o Victor foi internado pela primeira vez em 2012, a pedagoga Elaine nos procurou e apresentou-nos o programa. Em 2013, continuou com o tratamento e fez todo 7º ano no SAREH. Retornou à escola no início desse ano, porém, a doença recidivou e ele teve que afastar-se da escola novamente, voltando a ser atendido no HEG. As aulas são particulares (no quarto) ou na sala de aula da pediatria, conforme as condições das crianças. Entendo que na situação do meu filho a prioridade é a saúde, mas, sinto a importância do programa pois graças a ele o Victor não interrompeu os estudos.”

Mãe e filho Kátia Dambros

O que é ser pai?

No universo sociológico ser pai e/ou mãe são status, ou seja, posições que você ocupa como membro de um dado grupo social, neste caso, o grupo social família. Tem-se família aqui como “laços de descendência por consanguinidade ou por afinidade” (OLIVEIRA, 2003; DURHAM ,1983;ABREU, 1982; …), ou seja, não importa se seja ou não descendentes biológicos, podem ser adotivos, ou adotados por afinidade, todos são família.

E, quando pensamos em pai/ mãe, geralmente, associamos estas posições as pessoas que os ocupam, ou seja, os genitores, os seres biológicos que com a ajuda de seu óvulo ou espermatozóide contribuiu para que as crianças viessem a este mundo. Contudo, cada posição possui um papel social, ou seja “um conjunto de expectativas acerca do que o indivíduo que ocupa a posição deve fazer”. Logo, ao ocupar a posição de pai, o que é experado que quem a ocupe faça? E da de mãe? O que uma mãe deve fazer?

Assim, pai, mãe e filhos são posições que vão sendo preenchidas conforme a cultura, ou seja, valores, crenças acerca do que cada pessoa ao ocupá-las fará… Porém, em decorrência da diversidade cultural, do fato de sermos mais que sujeitos sociais, mas sim indivíduos, com vivências, experiências, subjetividades… Cada um de nós irá dar o seu toque a interpretação aos papéis, acrescentando falas e outras expectativas que antes, não existiam, ampliando o papel.

E, nestas ampliações do papel social correspondente ao ser pai ou mãe, tem-se que qualquer pessoa independente do sexo, pode na família, ora ocupar a posição do pai (prover, dar segurança, proteger), ora a da mãe (acolher, cuidar, proteger, dar as direções, …) ou a do (a) filho (a) ( quer carinho, proteção, cuidados).

Logo, pode-se dizer que na família estamos constantemente dialogando com as várias posições (mãe/ pai/ filho (a)). E, ao ocupá-las os papeis corresponentes devem ser desempenhados a contento. E, neste momento, percebe-se como é difícil ser pai, ser mãe e ser filho (a), envolto em “n” expectativas, acerca do que se deve fazer, do como se portar, … Uma sobrecarga, as vezes enorme, principalmente para quem é mãe solteira ou pai solteiro (entenda-se que aqui entram todos aqueles que cuidam dos filhos, independente de serem estes pais biológicos ou adotivos ).

Deseja-se o melhor para o (a) filho (a), mas deve-se aprender a ouvi-los acerca deste melhor… Dialogar, conversar, observar,participar da vida, enfim, quantos ensinamentos e aprendizagens… E, na escola, observar o crescimento, as dificuldades, tentar sanar as dificuldades, intervir, conversar… Professoras que são apenas professoras co-repetidoras e não educadoras, que ao serem interpeladas acerca do que fazer para melhorar o aprendizado, sentem-se acuadas e terminam “marcando” os (as) filhos (as) que estão em processo de formação (Ensino Fundamental) e veem -se diante de um obstaculo que é maior que o físico, mas é psiquico, o readquirir a auto-estima, sentir-se capaz de realizar a atividade, convivendo com este tipo de exemplo de professor, que ao meu ver, deveria desistir da docencia, pois, realmente, não acrescenta e nem faz jus a profissão… E, nós pais, apreensivos, com uma sobrecarga de status (temos trabalho, casa, escola, filhos,….) aumenta a ansiedade, a preocupação, o nervosismo, que acaba mais dificultando que ajudando…

Rever posturas, valores, atitudes, enfim, rever a própria vida, é uma grande grande arte. A arte da humildade, frente ao fato de que ninguém nasce pai ou mãe, ou até mesmo filho (a), vamos aprendendo a ser num continuo processo do aprender, a cada etapa da vida.

Feliz dia dos PAIS!! DAS MÃES – PAIS!!! DOS AVÔS/ TIOS- AMIGOS PAIS!!!

Por Marcia Adriana Lima de Oliveira
Referência
OLIVEIRA, Marcia Adriana L. de. Separações e Divórcios: elementos que fazem parte da dinâmica familiar ou elementos de desestruturação desta? In: Revista CEUT, v.3, nº3. Teresina-Pi: CEUT, 2003
*Originalmente publicado no blog Universo Sócio-Antropológico, administrado pela autora desse texto.

Ciência para crianças

CienciasUm desafio de pais e professores é despertar a curiosidade das crianças e fomentar a paixão pela descoberta, pelos estudos.

Para isso,  grande aliado pode ser o conhecimento científico, que está presente dos óculos que você usa à caneta em sua mão, e é, portanto,
um tipo de conhecimento que ajuda a compreender o mundo e suas transformações. As ciências não devem ser vistas como algo distante, fora da realidade. Ao contrário: o cientista é um observador das coisas simples,
desde o movimento das nuvens até o funcionamento de uma rede de computadores.

É importante que o seu filho, seu aluno, aprenda a pensar cientificamente. Ou seja, a formular hipóteses e desenvolver um raciocínio

tentando entender o mundo e a natureza, pensando  de maneira cada vez mais lógica e tornando a vida mais interessante.

Um simples passeio no parque pode se tornar mais atraente quando conhecemos os princípios da ciência.

A criança vai poder observar tudo o que aprendeu sobre as plantas na escola e terá a chance de ver de perto as formas, as texturas,

cores das flores e das árvores.

12 maneiras de ser a pior mãe do mundo

Aqui estão 12 maneiras de ser a pior mãe do mundo:

1. Faça seus filhos irem para a cama a uma hora razoável. Será que existe alguém que não tenha ouvido o quão importante uma boa noite de sono é para o sucesso de uma criança? Faça seu papel de mãe e coloque seu filho na cama. Ninguém nunca disse que a criança tinha que querer ir para a cama. Eles podem brigar no início, mas com persistência, eles aprenderão que você está falando sério. E depois é só aproveitar para ter um tempo só seu ou para o casal.

2. Não dê a seus filhos sobremesa todos os dias. Doces devem ser guardados para ocasiões especiais. Isso é o que os deixa mais gostosos. Se você ceder às exigências de seu filho de ter doces o tempo todo, ele não vai apreciar o gesto quando alguém lhe oferecer um doce como recompensa ou presente. Além disso, imagine quanto isso pode custar caro quando o levar ao dentista e ao médico.

3. Faça-os pagar por suas próprias coisas. Se você quer algo, você tem que pagar por aquilo. É assim que funciona a vida adulta. Para conseguir tirar seus filhos do porão no futuro você precisa ensiná-los agora que eletrônicos, filmes, videogames, esportes e acampamentos que eles gostam têm um preço. Se eles tiverem que pagar tudo ou pelo menos parte do preço eles irão apreciar mais. Você também pode evitar pagar por algo que seu filho queira somente até conseguir aquilo. Se ele não está disposto a ajudar a pagar pelo menos metade, ele provavelmente não queira aquilo tanto assim.

4. Não mexa os pauzinhos. Alguns jovens têm dificuldade quando começam a trabalhar e percebem que as regras também se aplicam a eles. Eles precisam chegar no horário e fazer o que o chefe mandar. E (ai, ai!) parte do trabalho eles nem gostam de fazer. Se você não gosta do professor do seu filho, do seu parceiro de ciências, sua posição no campo de futebol ou no ponto de ônibus evite a tentação de mexer os pauzinhos para que seu filho consiga as coisas do jeito que ele preferir. Você está roubando a chance do seu filho de tirar o melhor e aprender com a situação. Lidar com uma situação menos que ideal é algo que ele terá que fazer o tempo todo na vida adulta. Se a criança nunca aprender a lidar com isso, você a está levando ao fracasso.

5. Faça-os fazer coisas difíceis. Não interfira automaticamente e tome conta quando as coisas se tornarem difíceis. Nada dá a seus filhos um melhor impulso de confiança do que não fugir do problema e realizar algo difícil por eles mesmos.

6. Dê-lhes um relógio e um despertador. Seu filho estará melhor se aprender as responsabilidades de controlar seu próprio tempo. Você não estará sempre lá para pedir pra ele desligar a TV e ir para seus compromissos.

7. Não compre sempre o melhor e o mais recente. Ensine seus filhos a terem gratidão e satisfação pelo que eles têm. Estar sempre preocupado com o próximo grande lançamento e quem já o tem vai levá-los a uma vida de dívidas e infelicidade.

8. Deixe-os experienciar a perda. Se seu filho quebrar um brinquedo, não compre um novo para substituí-lo. Ele vai aprender uma valiosa lição sobre cuidar de suas coisas. Se seu filho esquecer de entregar uma tarefa na escola, deixe-o ficar com uma nota mais baixa ou faça-o ir conversar por si mesmo com a professora sobre conseguir crédito extra. Você estará ensinando responsabilidade – quem não quer filhos responsáveis? Eles podem ajudá-la a se lembrar de todas as coisas que você se esquece de fazer.

9. Controle a mídia. Se todos os outros pais deixassem seus filhos pularem de uma ponte você também deixaria? Não deixe seu filho assistir a um filme ou jogar um videogame que seja inapropriado para crianças só porque as outras crianças o fizeram. Se você defender e lutar por manter a educação decente de seus filhos outros podem seguir suas ações. Crie uma pressão positiva.

10. Faça-o se desculpar. Se seu filho fizer algo errado, faça-o confessar e enfrentar as consequências. Não varra a grosseria, bullying, ou desonestidade pra debaixo do tapete. Se você errar, dê o exemplo e encare as consequências de seu erro.

11. Importe-se com suas maneiras. Até mesmo crianças pequenas podem aprender as noções básicas de como tratar outro ser humano com respeito e dignidade. Ao fazer da boa educação um hábito você estará fazendo a seus filhos um grande favor. Boas maneiras é o caminho certo para conseguir o que você quer. “Você pega mais moscas com mel do que com vinagre.”

12. Faça-os trabalhar – de graça. Seja ajudando a avó no jardim ou voluntariando-se para ser tutor de crianças mais novas, faça o serviço parte da vida de seus filhos. Isso os ensina a olhar além de si mesmos e ver que outras pessoas também têm necessidades e problemas – às vezes maior do que sua própria.

Com todo o tempo que você passar sendo má, não se esqueça de elogiar e recompensar seu filho por comportamento excepcional. E sempre se certifique que eles saibam que você os ama. Com um pouco de sorte, seus filhos podem virar o jogo e fazer sua geração conhecida por sua esperança e promessa.
Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original 12 ways to be the meanest mom in the world, de Megan Wallgren.

Megan Wallgren

 

Megan Wallgren é escritora freelance e mãe de 4 filhos energéticos. Ela bloga sobre como ela os faz cansados.

 

Website: kinetickids.blogspot.com

 

FÉRIAS

Além de tudo que oferecemos aos nossos filhos, escola, livros, prática de esportes, cursos de inglês e de música, precisamos nos preocupar em colocá-los em contato com novos espaços e atividades culturais que ampliem sua visão de mundo. Idas ao cinema, teatro, museus podem e devem fazer parte dos momentos de lazer em família, principalmente em nossa cidade onde temos diversas ofertas gratuitas e de boa qualidade.

Quando os pequenos habituam-se desde cedo  com a diversidade cultural existente nos lugares onde vivem, aprendem a apreciar o novo e também a respeitar o diferente.lazer

 

VOCÊ SABE O QUE É UM SERVIÇO DE REVISÃO?

Você sabe o que é um serviço de revisão? O que é revisar um texto? Quanto tempo leva para revisar um parágrafo? Uma página? A resposta provavelmente é: “SIM! SEI!” ou “É corrigir, oras!” ou ainda “É rápido, uma passada de olhos e pronto!”

Você sabe o que é um serviço de revisão? O que é revisar um texto? Quanto tempo leva para revisar um parágrafo? Uma página? A resposta provavelmente é: “SIM! SEI!” ou “É corrigir, oras!” ou ainda “É rápido, uma passada de olhos e pronto!”

Tá e daí? Mas é corrigir o quê? Acho que já sei sua resposta! Seria?

– É corrigir se as palavras estão escritas conforme convenção ortográfica: é excessão ou exceção?; sociointeracionista ou sócio-interacionista?; imprescindível ou emprecindível?…

– É colocar vírgulas e pontos que faltam ou arrumar os que estão no lugar errado…

– É corrigir concordância nominal e verbal… “Segue anexo os documentos ou seguem anexos os documentos?”

A resposta certa é: ( ) Só a primeira ( ) Só a segunda ( ) Só a terceira ( ) A primeira e a terceira ( ) Todas elas

Isso mesmo, parabéns!!! Todas elas! Todas elas e mil coisas a +++

Revisar um texto é tão complexo quanto fazer reescrita individual com alunos (mas se difere por sua especificidade). Então revisar um texto é observar numa primeira leitura o que é mais aparente no texto: ortografia, pontuação, concordância, regência…

Mas, e como fica a organização sintática que dificulta o significado do texto? O que fazer com sentenças do tipo:

  • “Corto cabelo e pinto
  • “Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para a satisfação de seus habitantes
  • “A sua mulher fugiu com seu motorista”
  • “Vende-se carne aos fregueses sem pelanca
  • “Um navio francês entrava no porto um navio inglês”

Pois é… Também tem que corrigir isso tudo, ou seja, tirar partes, colocar outras, recolocar, ver se o verbo está adequado semanticamente, ou se a organização sintática e semântica dá conta do que o produtor do texto quer dizer (como mexer no texto sem tirar a “cara” do dono do texto?), verificar se a ordem interna e dos marcadores textuais de temporalidade sequencial do texto estão certos.

E tem mais… Na sequencia textual, verificar se todas as “amarras” do texto estão sintática e semanticamente ajudando no entendimento do que se quer dizer, pra quem se quer dizer, do tipo de texto que é e seu suporte. Ou seja, linguagem e adequação na articulação das partes e do todo. E ainda: se as repetições comprometem o texto ou não, quais podem ficar e quais devem ser substituídas… e quando trocadas, qual é o melhor mecanismo linguístico pra isso: reiteração por paráfrase, por paralelismo, por substituição lexical ou gramatical, por elipse, por associação de campo semântico, por conexão… e ufaa… padronização (se há o uso um tempo verbal, letra maiúscula ou minúscula, singular ou plural em determinados contextos ou um tipo de organização, tudo deve vir assim do início ao fim do texto). Em outras palavras,  é verificar COESÃO e COERÊNCIA.

Resumindo a ópera, um texto de uma página (dependendo da complexidade do assunto, do tipo de texto e de tudo que foi apontado anteriormente), leva um lonnnnnngo tempo pra fazer RELATIVAMENTE bem (com probabilidade bemmmmm grande – ou melhor, com certeza – de um outro revisor corrigir mais coisas (por questões subjetivas e de estilo, ou porque o primeiro revisor deixou passar mesmo, já que “errar” é humano e persistir no erro em questões de linguagem nem sempre é burrice …).

SIRLEI DO ROCIO CAVALLI

Graduada em Letras Português (UFPR),

Mestrado em Estudos Linguísticos (UFPR),

Doutoranda em Estudos Linguísticos (UFPR)