“OS ALEMÃES E SUA RELAÇÃO COM O CONSUMO – UMA NOVA FORMA DE OLHAR AS COISAS” – POR AUGUSTO LOHMANN

Um dos grandes prazeres de uma viagem está em observar e aprender com o outro. “O destino de alguém não é nunca um lugar, mas uma nova forma de olhar as coisas”, disse uma vez o escritor norte-americano Henry Miller.

Na última viagem que fiz para a Alemanha, considerei uma cena emblemática: um sujeito bem vestido, terno e grava, aparentando seus 30 e poucos anos, entrando em um supermercado com uma bolsa de tecido repleta de garrafas pet vazias e pacientemente as inserindo em uma máquina, uma a uma, em troca de alguns centavos.

Algo de “errado” na cena? Evidentemente que não. Para os demais alemães presentes no supermercado, era uma cena comum. Para mim, como brasileiro, o primeiro pensamento foi que dificilmente poderia presenciar algo do tipo no Brasil.

Uma realidade bem diferente da nossa

No Brasil, o ato de economizar quase sempre é associado a um momento temporário de escassez de recursos ou a um objetivo de consumo específico. Final do mês, faltou dinheiro? Economiza. A pasta de dentes está no fim e não tem outra? Economiza. Foi demitido? Hora de rever os gastos. Quer viajar no fim do ano? Junta dinheiro para gastar tudo na viagem.

Fora desses cenários, a pessoa que para pra pensar antes de fazer um gasto costuma ser rotulada como “mão de vaca”, “muquirana” ou “sovina” – termos pejorativos associados ao sujeito que não “gosta” de gastar dinheiro.

Quem racionaliza os impactos de seus gastos muitas vezes é colocado na mesma categoria de um sujeito que não gasta com nada. O modelo vigente é: Se tenho dinheiro, compro; se não tenho, não compro – ou até compro, mas parcelado a perder de vista.

Os alemães e sua relação com o consumo – um aspecto cultural

Na Alemanha, o “modo de viver” econômico é uma característica cultural do povo alemão, e está totalmente dissociado do quanto você tem (ou não tem) de dinheiro – simplesmente são conceitos distintos.

Ter dinheiro suficiente para comprar algo não significa que você vá de fato comprar sem antes analisar uma série de fatores: isso vale o quanto estão me cobrando? Quanto eu preciso realmente disso?

Costuma-se atribuir essa cultura ao período de grande escassez de recursos vivido pelo povo alemão ao longo das duas grandes Guerras Mundiais.

Independente das razões, fato é que a maior parte dos alemães tem incutido em seu modelo mental o hábito de ser econômico e analisar seus gastos e hábitos de consumo. Uma ótima forma de ilustrar isso é voltar ao exemplo do supermercado para analisar alguns hábitos e comportamentos dos alemães.

Receber troco em balas? Nos supermercados da Alemanha, isso simplesmente não existe!

Lembra do sujeito de terno devolvendo garrafas em uma máquina? O nome dessas máquinas é “Pfandautomat“, e a função delas é justamente receber embalagens (pet ou vidro) vazias. O nome é por conta do “Pfand“, um valor cobrado pelas embalagens no ato da compra e que pode ser recebido de volta quando a pessoa se dá ao trabalho de devolver essas embalagens em uma “Pfandautomat“.

Os alemães e sua relação com o consumo - Uma nova forma de olhar as coisas
Pfandautomat

 

E aqueles centavos de troco que aqui no Brasil a gente acaba deixando pra lá ou recebendo em balas? Nos supermercados da Alemanha isso simplesmente não existe. Se a pessoa tem direito a um troco de 1 centavo, vai receber sua moeda sem precisar brigar por isso. Para o alemão, cada centavo que seja seu por direito é importante.

É raro encontrar um alemão fazendo compras sem a sua ecobag

Outro hábito interessante que observei por lá é que no Brasil ainda estamos engatinhando: o uso de ecobags, aquelas sacolas de tecido que podem ser reutilizadas. É raro encontrar um alemão fazendo compras sem a sua ecobag ou sem um carrinho de compras para minimizar o uso das sacolinhas de plástico – que são cobradas à parte.

No Brasil, esse modelo já foi implementado em muitas redes de supermercados, mas a maior parte das pessoas continua preferindo pagar pelas sacolas de plástico do que levar a sua própria de casa.

Nessa cultura do “ser econômico”, o dinheiro é somente uma das pontas. Direta e indiretamente, todo o modelo de consumo e de aproveitamento dos recursos é impactado por essa característica. Não por acaso, a Alemanha é pioneira em diversas iniciativas de políticas sustentáveis.

A Alemanha recicla 65% dos resíduos produzidos

Para começar, o país possui uma legislação específica para tratar da maneira como os alemães devem separar seu lixo doméstico para descarte, separando os produtos recicláveis em categorias. Se alguém é pego descumprindo a regra, a multa é pesada. Isso explica a Alemanha ser o país que mais recicla em todo o mundo, atingindo incríveis 65% dos resíduos produzidos.

 “The Good Food”  ao invés de jogar alimentos no lixo e supermercado sem embalagens

Em Colônia, na Alemanha, a loja “The Good Food” é especializada em vender alimentos que iriam para o lixo por serem “feios” ou por estarem próximos a data de vencimento (ou até recentemente vencidos). Em alguns casos, o preço do produto é definido pelo comprador, que paga o quanto acha que vale.

O Original Unverpackt, em Berlim, foi o primeiro supermercado do mundo com a proposta de não gerar resíduos. Os produtos são vendidos a granel e não fazem uso das embalagens tradicionais – o cliente é quem leva de casa seus potes e sacolas para acomodar suas compras.

O “Sperrmüll”

Há ainda um “evento” dedicado ao reaproveitamento de produtos descartados por outras pessoas, o “Sperrmüll“:

Em diversas datas definidas ao longo do ano, o alemão pega tudo que não quer mais – móveis, sofás, colchões e afins – e coloca do lado de fora da casa.

Outras pessoas simplesmente passam e pegam aquilo que precisam para suas casas – e não são moradores de rua ou mendigos, são pessoas com dinheiro que optam por uma solução mais sustentável. O que não é reaproveitado por outras pessoas é recolhido pela administração municipal e levado para centros de reciclagem.

Sperrmüll na Alemanha
“Sperrmüll” em rua na Alemanha – Por 3268zauber (Trabalho próprio) – CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

 

Uma nova forma de olhar as coisas

Cuidar do seu lixo; comprar produtos que estão pra vencer; levar seus próprios potes e sacolas para as compras; vasculhar naquilo que o outro descartou a procura de algo que sirva para você. Hábitos que no Brasil olharíamos com profundo preconceito, mas que fazem parte do dia-a-dia dos cidadãos de uma das maiores e mais ricas potências do mundo.

Talvez seja mais do que hora de buscarmos essa “nova forma de olhar as coisas”. Se tem algo que podemos aprender com os alemães é esse modo de consumir mais consciente, baseado em uma gestão mais responsável dos recursos.

 

AUGUSTO LOHMANN É JORNALISTA, PROFESSOR E BLOGUEIRO DE VIAGENS DO “VIAJAR É DEMAIS”. VIAJANDO SEMPRE EM BUSCA DE NOVAS CERVEJAS, DE BOA COMIDA E DAS MELHORES PROMOÇÕES.

Altas Habilidades/Superdotação. Você sabe o que é?

 

mediação da aprendizagemDe acordo com o MEC, estudantes com Altas Habilidades/Superdotação pertencem ao público alvo da Educação Especial. Isto significa que este público tem direito ao Atendimento Educacional Especializado, ou seja, direito de serem atendidos em suas necessidades, com professor especializado, em ambiente que favoreça o seu enriquecimento curricular.

Muitos ainda defendem o conceito de que, para ser considerada superdotada, a pessoa deve possuir um elevado QI – Quociente de Inteligência – medido por testes psicológicos. Este índice pode ser considerado sim, porém ele só não basta. Os chamados superdotados são aqueles que se sobressaem significativamente em uma ou mais áreas. Atletas de destaque, por exemplo, podem ser considerados superdotados, assim como grandes artistas, pintores, escultores e também músicos brilhantes. Normalmente as altas habilidades em uma ou mais áreas começam a aparecer muito cedo. Não é raro encontrarmos crianças que se alfabetizaram muito precocemente e escrevem livros com 4 ou 5 anos de idade. Vemos também crianças e adolescentes com uma alta capacidade para cálculos complexos, construção de equipamentos, que aprendem com enorme facilidade vários idiomas, ou que se comunicam oralmente com uma desenvoltura, argumentação e linguagem sofisticada que nos surpreende.

Por isso, ao avaliar uma criança ou jovem com suspeita de altas habilidades/superdotação, o profissional, normalmente da Psicologia ou Pedagogia, precisa observar muito atentamente e considerar o funcionamento e potencial do indivíduo, pois, apesar de muito desenvolvidos em algumas áreas, pode apresentar dificuldades em outras e por isso devem receber adequados encaminhamentos. Na escola podem apresentar contratempos em algumas disciplinas, bem como dificuldades em se relacionar com colegas e professores, desafiando-os. Ao professor cabe a tarefa, nem sempre fácil, de propor tarefas e desafios que complementem sua formação.

Em ambientes sociais, inclusive em família, podem demonstrar grande insatisfação com regras e tarefas do cotidiano. Geralmente não suportam injustiças e questionam fatos, sem aceitar qualquer resposta. Para a família a orientação é que evite cobranças além do que seus filhos podem oferecer, pois ser superdotado não é ser bom em tudo. Também são indicadas atividades além da escola que os desperte para pesquisa e projetos, contemplando seus interesses. Em alguns casos são indicados acompanhamentos Psicológico e Psicopedagógico, para auxiliá-los com as suas adversidades. Em Curitiba são ofertados atendimentos em Salas de Recursos nos Centros Municipais de Atendimento Especializado. As escolas que possuem estudantes com Altas Habilidades desenvolvem um planejamento adequado às suas necessidades.

 

Texto de Gislaine Coimbra Budel

Mestre em Educação, Professora, Psicopedagoga, Especialista em Intervenção Cognitiva e Aprendizagem Mediada, Diretora de Centro Especializado da Prefeitura Municipal de Curitiba. Autora do Livro “Mediação da Aprendizagem na Educação Especial”, em parceria com Marcos Meier

Para quem realmente quer mudança!

título de eleitorVocê que realmente quer mudança fique atento aos prazos e divulgue a  importância do Título de Eleitor!

Para que eu preciso de meu Título de Eleitor?

O Título, juntamente com os comprovantes de votação, é exigido pelo empregador no momento de sua contratação e, após cada eleição, para comprovar a quitação eleitoral. O Título será exigido, também, para tirar ou renovar o passaporte, para recadastramento de contribuintes isentos junto à Receita Federal, para matrícula nos colégios e faculdades, para a venda de imóveis, para pleitear financiamento habitacional, para posse em cargo público, entre outras circunstâncias.

Existe data limite para requerer a inscrição eleitoral?

Para aqueles que atendam a condição exigida (idade), a inscrição poderá ser requerida a qualquer tempo. Em ano eleitoral o prazo para inscrição ou transferência de eleitores termina 150 dias antes da eleição. Em 2016 o prazo termina em 04 de maio e será reaberto no início de novembro, após as eleições.

Quem é obrigado a votar?

Os alfabetizados maiores de 18 (dezoito) e menores de 70 (setenta) anos são, por lei, obrigados a votar.

Quando o voto não é obrigatório?

O voto, assim como o alistamento eleitoral, é facultativo para pessoas analfabetas, menores entre 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos e maiores de 70 (setenta) anos.

O eleitor entre 16 e 18 anos é obrigado a votar?

Não. O voto é facultativo até o dia em que o eleitor completar 18 (dezoito) anos, quando passa a ser obrigatório.

E se eu não puder comparecer às urnas no dia da eleição?

Se você estiver fora de sua cidade, justifique sua ausência – no dia da eleição – em qualquer local de votação. Se você estiver enfermo, ou tiver outro impedimento, deve procurar um cartório eleitoral para fazer a justificativa até 60 dias depois das eleições.

Estrangeiros têm direito ao voto?

Não. O voto é privativo das pessoas com nacionalidade brasileira, originária (nato) ou adquirida (naturalizado). A única exceção diz respeito aos portugueses optantes pelo Tratado de Cooperação, Amizade e Consulta entre a República Federativa do Brasil e a República de Portugal (antigo Estatuto de Igualdade).

Onde eu faço meu Título de Eleitor?

Seu título deve ser emitido na cidade em que você mora, na Central de Atendimento ao Eleitor ou no Cartório Eleitoral. Caso não haja um Cartório Eleitoral em seu município, informe-se qual é o município responsável pelas eleições em sua cidade e compareça ao Cartório Eleitoral de lá. Em Curitiba, a Central de Atendimento ao Eleitor funciona na Rua João Parolin, 55 – Prado Velho. Telefones: 3330-8673 e 3330-8674. Para saber o endereço dos cartórios eleitorais do Estado, ligue para (41) 3330.8500.

Que documentos eu preciso levar?

Depende do caso, veja abaixo:

– Vou fazer meu primeiro Título:

  • Documento oficial e original que contenha nome completo, data de nascimento, filiação e cidade onde nasceu (Identidade, Certidão de Nascimento ou Casamento, Reservista e Carteira de Trabalho). Não serão aceitos a carteira de habilitação e o passaporte.
  • Comprovante de residência original, atual e recente, no município em seu próprio nome, ou de seus pais, ou cônjuge. Não são aceitas correspondências particulares.
  • Quitação do serviço militar (para os homens), se o eleitor completar 18 anos no ano do alistamento eleitoral, até o último dia do ano em que completar 45 anos de idade.

– Vou transferir meu Título de Eleitor de outra cidade :

  • Documento oficial e original que contenha nome completo, data de nascimento, filiação e cidade onde nasceu (Identidade, Certidão de Nascimento ou Casamento, Reservista e Carteira de Trabalho). Não serão aceitos o passaporte e a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) para o primeiro Título.
  • Comprovante de residência original, no município, em seu próprio nome, ou de seus pais, ou cônjuge, que comprove três meses de residência. A data do documento não poderá ser superior a um ano. Não são aceitas correspondências particulares.
  • Título de Eleitor, se ainda possuir.
  • Prazo de pelo menos um ano da última movimentação

– Vou transferir meu Título de Eleitor dentro da mesma cidade:

  • Documento oficial e original que contenha nome completo, data de nascimento, filiação e cidade onde nasceu (Identidade, Certidão de Nascimento ou Casamento, Reservista e Carteira de Trabalho). Comprovante de residência no Município, em seu próprio nome, ou de seus pais, ou cônjuge. Não são aceitas correspondências particulares.
  • Título de Eleitor, se ainda possuir.

– Vou fazer uma revisão de meu Título de Eleitor (vou alterar meus dados, mas continuarei votando no mesmo local):

  • Documento oficial e original que contenha nome completo, data de nascimento, filiação (Identidade, Certidão de Nascimento ou Casamento, Reservista e Carteira de Trabalho) e a informação que deseja alterar. Comprovante de residência no Município, em seu próprio nome, ou de seus pais, ou cônjuge. Não são aceitas correspondências particulares.
  • Título de Eleitor, se ainda possuir.

– Vou tirar uma segunda via de meu Título de Eleitor :

  • Documento oficial e original que contenha nome completo, data de nascimento, filiação e cidade onde nasceu (Identidade, Certidão de Nascimento ou Casamento, Reservista,Carteira de Trabalho).

Quanto eu pago?

A emissão do Título de Eleitor, quer seja primeira vez, segunda via, transferência ou revisão, é gratuita desde que o eleitor esteja em dia com suas obrigações eleitorais.

Quanto tempo demora?

A emissão do Título de Eleitor dá-se poucos minutos após sua solicitação.

Qual o prazo para eu requerer a transferência do Título de Eleitor?

A transferência poderá ser requerida até 150 dias antes da eleição, devendo-se atender às exigências do transcurso de pelo menos 01 (um) ano da inscrição anterior e residência mínima de 03 (três) meses no novo domicílio. Em 2016, o prazo termina em 04 de maio e reabrirá após as eleições.

E para requerer a revisão do Título de Eleitor?

A revisão dos dados cadastrais poderá ser requerida até 150 dias antes da eleição. Em 2016, o prazo termina dia 04 de maio e reabrirá após as eleições.

E para requerer a segunda via do Título de Eleitor?

A segunda via do Título poderá ser requerida ao Juiz Eleitoral até 10 dias antes da Eleição.

Quando eu preciso pagar multa?

A multa será cobrada quando você solicitar seu primeiro Título de Eleitor após ter completado 19 (dezenove) anos ou quando não tiver votado nem justificado em alguma eleição.

Quem perdeu o título de eleitor pode votar?

Sim. O eleitor com cadastro regular poderá votar com documento oficial de identidade com fotografia como: carteira de identidade (RG), carteira de trabalho, passaporte, carteira de motorista e de reservista. Porém, o eleitor deverá saber qual é o seu local de votação, informação que poderá ser obtida através do telefone 41 3330 8673. O eleitor, se desejar, poderá requerer uma segunda via do título até 10 (dez) dias antes da eleição.

Eu já fiz Título de Eleitor em outra cidade, mas me mudei. Devo fazer outro Título?

Não. O Título de Eleitor é um documento único. Você deve transferi-lo para sua cidade, se houver transcorrido no mínimo um (01) ano de sua inscrição e estiver domiciliano há mais de 03 (três) meses nesse novo município.

Eu me mudei recentemente, posso transferir meu Título de Eleitor?

Sim, a única exigência é que você possua ao menos 03 (três) meses de domicílio na localidade para a qual deseja transferir. Não se esqueça que você deve comparecer ao Cartório Eleitoral da cidade para a qual deseja transferir seu Título, dentro do prazo legal (150 dias antes da eleição). Em 2016, o prazo termina dia 04 de maio.

Quando um Título pode ser cancelado?

Um Título de eleitor será cancelado por:

  • óbito do eleitor;
  • duplicidade de títulos;
  • perda dos direitos políticos;
  • deixar de votar em 03 (três) eleições consecutivas;
  • se o Município onde o eleitor vota for submetido ao processo de revisão do eleitorado e o eleitor não comparecer ao seu Cartório Eleitoral para a revisão;

O que acontece se meu Título for cancelado?

Se o eleitor tiver seu título cancelado, ele sofrerá alguns impedimentos, tais como:

a) inscrever-se em concurso publico;
b) receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos, se for servidor ou funcionário público;
c) participar de concorrência pública;
d) obter empréstimo, desde que não se trate de instituição bancária privada;
e) obter Passaporte, Carteira de identidade e CPF;
f) matricular-se em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;
g) praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.

Resido no Exterior. Estou isento do voto?

O brasileiro residente no exterior, tem a obrigação de votar nas eleições presidenciais e, para tanto deverá procurar o Consulado ou Embaixada nos meses de janeiro a abril em anos de eleições presidenciais e requerer a sua inscrição (se nunca fez o título) ou transferência do título.

O Cartório da Zona Eleitoral do exterior, localizado em Brasília – DF, é o responsável para efetuar o atendimento aos eleitores no exterior.

As informações são disponibilizadas no site do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal:

(http://www.tre-df.jus.br/eleitor/eleitor-no-exterior/informacoes-ao-eleitor-no-exterior)

Resido no Exterior e meu Título está cancelado. Como devo proceder para regularizar minha situação?

A 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal é que possui competência para a regularização dos títulos de brasileiros que residem no exterior. Os procedimentos para a regularização estão contidos no site do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal www.tre-df.jus.br (opção “Eleições no Exterior” – Manuais – Procedimentos ).

Continua com Dúvidas?

Envie sua pergunta para: ascom@tre-pr.jus.br
Fonte: Informações fornecidas pela Coordenadoria de Comunicação Social (TRE/PR).

Educação, Dengue, Chikungunya e Zika

Prevenção DENGUE

Qual a relação?

Por mais óbvio que pareça, a “falta de educação” da população cria problemas onde  a ação das equipes da prefeitura e do governo tem dificuldade de atuar. É praticamente impossível vigiar cada quintal, cada jardim, cada terreno, cada piscina, cada vaso de uma rua, bairro ou cidade.

Cada um de nós, só cuidando da SUA vida, e provavelmente essas “pragas” não existiriam. Mas, e se o poder público investisse mais em campanhas resolveria o problema? Ora pois! Campanha para que sejamos mais “limpos”? Não estamos já há mais de 500 anos do descobrimento, em tempos de alta tecnologia, num país onde mais de 50% das casas tem acesso à internet, que está na 5ª posição entre os que mais usam celular no mundo? E ainda não conseguimos caminhar e morar sem deixar rastro?

A Dengue é velha conhecida. Está presente há muitos verões e, ao invés de regredir, progride a cada ano. Vamos permitir que se prolifere ainda mais?

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Quanto tempo deve-se guardar comprovantes de pagamento?

DocumentosOrganize-se!
Quanto tempo deve-se guardar comprovantes de pagamento?
Todos os dias produzimos algum tipo de comprovante de pagamento, seja de um almoço ou de uma compra; de uma conta mensal ou de um serviço contratado. Guardar esse tipo de documento é uma prática comum entre boa parte dos consumidores, até mesmo por precaução contra eventuais problemas futuros. Mas por quanto tempo é preciso arquivar todos esses
documentos sem correr o risco de ser cobrado novamente?

 

Temporalidade

O QUÊ? QUANTO TEMPO?
IMPOSTO DE RENDA 5 ANOS
IPTU, IPVA, … 5 ANOS
CONSÓRCIO ATÉ ACABAREM AS PARCELAS
SEGUROS 1 ANO
DÍVIDAS ATÉ A QUITAÇÃO
CONTRATOS ATÉ O TÉRMINO
MULTAS 2 ANOS
CONVÊNIOS MÉDICOS 5 ANOS
FUNCIONÁRIOS 5 ANOS
SERVIÇOS 5 ANOS
PRODUTOS ENQUANTO DURAREM

 

VEJA ABAIXO COM MAIS DETALHES:

 

Imposto de renda: 5 anos contados a partir do primeiro dia útil do ano seguinte. Depois disso, a Receita Federal não pode contestar mais.

IPTU, IPVA …: 5 anos contados do primeiro dia útil do ano seguinte ao do pagamento, conforme o Código Tributário Nacional. Após esse prazo, União, estados e municípios não podem mais cobrar.

Consórcios: Comprovantes de quitação das parcelas devem ser mantidos até o término do consórcio. Somente com a quitação total das cotas e com a liberação da alienação fiduciária é que se libera o bem.

Seguros: 1 ano após o período de vigência.

Dívidas / Contratos: Devem ser arquivados recibos de todas as compras quitadas. Contratos precisam ser conservados até que o vínculo seja desfeito e, em caso de financiamento, deve-se pedir à empresa um comprovante de quitação das prestações e guardá-lo por pelo menos dois anos.

Multas / Veículos: 2 anos; já documentos de licenciamento e pagamento do seguro obrigatório, por um ano – depois disso perdem o valor e são trocados por novos. Atenção: certificado de compra e venda de automóveis deve permanecer com o proprietário até que o veículo seja vendido ou trocado.

Convênio médico: Se você usar o recibo para dedução de Imposto de Renda, guarde-o por 5 anos; se não, por apenas 2 anos. Para quem tem contrato de seguro-saúde, a recomendação é que os documentos sejam mantidos por um ano. Já a proposta do plano, o contrato e demais declarações devem ser guardados por todo o período de contratação.

Pagamentos: Recibos de pagamentos de empregados urbanos deve ser guardado por 5 anos e de empregados rurais, por 2 anos – prazo válido para reclamações trabalhistas. É aconselhável pedir que o empregado assine um recibo simples a cada pagamento recebido.

Serviços: Recibos de quitação de contas de água, luz, telefone e gás, por exemplo, devem ser guardados por 5 anos, prazo de prescrição da cobrança de taxas previsto no Código Civil. Empresas prestadoras desses serviços são obrigadas por lei a fornecer um comprovante anual de quitação de débitos no mês de maio. Esse documento compreende todos os pagamentos referentes ao ano anterior. Depois disso, pode-se descartar os demais.

Imóveis: É possível solicitar à administradora do condomínio ou ao síndico uma declaração de quitação de débitos até o momento; caso contrário, os recibos devem ser mantidos por 5 anos. No caso de comprovantes de pagamento de aluguéis, é aconselhável que sejam guardados por 3 anos, período durante o qual o locador pode efetuar a cobrança de parcelas em atraso. Os recibos de compra de imóvel devem ser arquivados até que se tenha a escritura do Cartório de Registro Imóveis. Somente esse registro comprova a propriedade do bem.

Produtos: Notas fiscais devem ser guardadas durante toda a vida útil do produto, e não apenas durante o período de garantia legal.

 

Adaptado de Carolina Pompeo – para Gazeta do Povo – publicado na edição impressa de 06/03/2015

O quê? Já é Natal?

20141116_174432 (1) 20141118_153149 (1)Pois é! Estamos em dezembro e com esse mês, todas as festas, encerramentos, ciclos que se fecham. Dentre tudo, no entanto, com certeza o que mais chama atenção é o Natal.

Natal é uma festa religiosacristã, comemorado anualmente em 25 de Dezembro. Embora seja um dia santificado, também é comemorado por muitos não-cristãos com costumes populares modernos como a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, decorações diferentes, árvores de Natal, pisca-piscas e guirlandas, presépios e claro, o  Papai Noel!

O TEMPO do ADVENTO, que corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal, é para os cristãos, um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o Nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a Paz. O início do advento é conhecido tradicionalmente como o dia certo para montar a árvore de natal.

Para esse ano, uma sugestão é o calendário do ADVENTO (veja as fotos). Começando em primeiro de dezembro, com numeração regressiva até a noite de Natal, de 24 até 1, cada dia deve ser marcado com uma surpresa, que pode ser um enfeite, uma guloseima ou o que a criatividade permitir!

O analfabeto político

O pior analfabeto, é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha
Do aluguel, do sapato e do remédio
Depende das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que
Se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política.
Não sabe o imbecil,
Que da sua ignorância nasce a prostituta,
O menor abandonado,
O assaltante e o pior de todos os bandidos
Que é o político vigarista,
Pilanta, o corrupto e o espoliador
Das empresas nacionais e multinacionais.

Bertold Brecht

O que será o SAREH?

A continuidade nos estudos é fundamental para o desenvolvimento integral das crianças e jovens. O SAREH, Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar e Domiciliar da Secretaria de Estado da Educação objetiva o atendimento educacional a crianças, adolescentes, jovens e adultos que se encontram impossibilitados de frequentar a escola em virtude de situação de internamento hospitalar.

A Secretaria Municipal de Curitiba também oferece esse serviço, desde 1998, atendendo alunos do 1º ao 5º ano. Para tanto são disponibilizados professores e pedagogos das redes municipal e estadual, capacitados para essa atuação e com suporte de recursos tecnológicos apropriados à idade e ao nível de escolaridade.

No Hospital Erasto Gaertner, a equipe do estado é composta pelos professores Cláudio Fernandes dos Santos, Rosemeri Vieira Dittrich, Adraiana Butka Markoski,  e pela pedagoga Elaine Heloisa Marques.

Equipe SAREHSareh

Da prefeitura, trabalham as professoras Márcia Raquel de Souza e Mirta Cristina Pereira Pacheco, com a coordenação de Viviane Maito.

A professora Kátia Maria D`Ambrós,  que está em tratamento com seu filho Victor, conta um pouco da experiência deles:

“Quando o Victor foi internado pela primeira vez em 2012, a pedagoga Elaine nos procurou e apresentou-nos o programa. Em 2013, continuou com o tratamento e fez todo 7º ano no SAREH. Retornou à escola no início desse ano, porém, a doença recidivou e ele teve que afastar-se da escola novamente, voltando a ser atendido no HEG. As aulas são particulares (no quarto) ou na sala de aula da pediatria, conforme as condições das crianças. Entendo que na situação do meu filho a prioridade é a saúde, mas, sinto a importância do programa pois graças a ele o Victor não interrompeu os estudos.”

Mãe e filho Kátia Dambros

Ciência para crianças

CienciasUm desafio de pais e professores é despertar a curiosidade das crianças e fomentar a paixão pela descoberta, pelos estudos.

Para isso,  grande aliado pode ser o conhecimento científico, que está presente dos óculos que você usa à caneta em sua mão, e é, portanto,
um tipo de conhecimento que ajuda a compreender o mundo e suas transformações. As ciências não devem ser vistas como algo distante, fora da realidade. Ao contrário: o cientista é um observador das coisas simples,
desde o movimento das nuvens até o funcionamento de uma rede de computadores.

É importante que o seu filho, seu aluno, aprenda a pensar cientificamente. Ou seja, a formular hipóteses e desenvolver um raciocínio

tentando entender o mundo e a natureza, pensando  de maneira cada vez mais lógica e tornando a vida mais interessante.

Um simples passeio no parque pode se tornar mais atraente quando conhecemos os princípios da ciência.

A criança vai poder observar tudo o que aprendeu sobre as plantas na escola e terá a chance de ver de perto as formas, as texturas,

cores das flores e das árvores.

12 maneiras de ser a pior mãe do mundo

Aqui estão 12 maneiras de ser a pior mãe do mundo:

1. Faça seus filhos irem para a cama a uma hora razoável. Será que existe alguém que não tenha ouvido o quão importante uma boa noite de sono é para o sucesso de uma criança? Faça seu papel de mãe e coloque seu filho na cama. Ninguém nunca disse que a criança tinha que querer ir para a cama. Eles podem brigar no início, mas com persistência, eles aprenderão que você está falando sério. E depois é só aproveitar para ter um tempo só seu ou para o casal.

2. Não dê a seus filhos sobremesa todos os dias. Doces devem ser guardados para ocasiões especiais. Isso é o que os deixa mais gostosos. Se você ceder às exigências de seu filho de ter doces o tempo todo, ele não vai apreciar o gesto quando alguém lhe oferecer um doce como recompensa ou presente. Além disso, imagine quanto isso pode custar caro quando o levar ao dentista e ao médico.

3. Faça-os pagar por suas próprias coisas. Se você quer algo, você tem que pagar por aquilo. É assim que funciona a vida adulta. Para conseguir tirar seus filhos do porão no futuro você precisa ensiná-los agora que eletrônicos, filmes, videogames, esportes e acampamentos que eles gostam têm um preço. Se eles tiverem que pagar tudo ou pelo menos parte do preço eles irão apreciar mais. Você também pode evitar pagar por algo que seu filho queira somente até conseguir aquilo. Se ele não está disposto a ajudar a pagar pelo menos metade, ele provavelmente não queira aquilo tanto assim.

4. Não mexa os pauzinhos. Alguns jovens têm dificuldade quando começam a trabalhar e percebem que as regras também se aplicam a eles. Eles precisam chegar no horário e fazer o que o chefe mandar. E (ai, ai!) parte do trabalho eles nem gostam de fazer. Se você não gosta do professor do seu filho, do seu parceiro de ciências, sua posição no campo de futebol ou no ponto de ônibus evite a tentação de mexer os pauzinhos para que seu filho consiga as coisas do jeito que ele preferir. Você está roubando a chance do seu filho de tirar o melhor e aprender com a situação. Lidar com uma situação menos que ideal é algo que ele terá que fazer o tempo todo na vida adulta. Se a criança nunca aprender a lidar com isso, você a está levando ao fracasso.

5. Faça-os fazer coisas difíceis. Não interfira automaticamente e tome conta quando as coisas se tornarem difíceis. Nada dá a seus filhos um melhor impulso de confiança do que não fugir do problema e realizar algo difícil por eles mesmos.

6. Dê-lhes um relógio e um despertador. Seu filho estará melhor se aprender as responsabilidades de controlar seu próprio tempo. Você não estará sempre lá para pedir pra ele desligar a TV e ir para seus compromissos.

7. Não compre sempre o melhor e o mais recente. Ensine seus filhos a terem gratidão e satisfação pelo que eles têm. Estar sempre preocupado com o próximo grande lançamento e quem já o tem vai levá-los a uma vida de dívidas e infelicidade.

8. Deixe-os experienciar a perda. Se seu filho quebrar um brinquedo, não compre um novo para substituí-lo. Ele vai aprender uma valiosa lição sobre cuidar de suas coisas. Se seu filho esquecer de entregar uma tarefa na escola, deixe-o ficar com uma nota mais baixa ou faça-o ir conversar por si mesmo com a professora sobre conseguir crédito extra. Você estará ensinando responsabilidade – quem não quer filhos responsáveis? Eles podem ajudá-la a se lembrar de todas as coisas que você se esquece de fazer.

9. Controle a mídia. Se todos os outros pais deixassem seus filhos pularem de uma ponte você também deixaria? Não deixe seu filho assistir a um filme ou jogar um videogame que seja inapropriado para crianças só porque as outras crianças o fizeram. Se você defender e lutar por manter a educação decente de seus filhos outros podem seguir suas ações. Crie uma pressão positiva.

10. Faça-o se desculpar. Se seu filho fizer algo errado, faça-o confessar e enfrentar as consequências. Não varra a grosseria, bullying, ou desonestidade pra debaixo do tapete. Se você errar, dê o exemplo e encare as consequências de seu erro.

11. Importe-se com suas maneiras. Até mesmo crianças pequenas podem aprender as noções básicas de como tratar outro ser humano com respeito e dignidade. Ao fazer da boa educação um hábito você estará fazendo a seus filhos um grande favor. Boas maneiras é o caminho certo para conseguir o que você quer. “Você pega mais moscas com mel do que com vinagre.”

12. Faça-os trabalhar – de graça. Seja ajudando a avó no jardim ou voluntariando-se para ser tutor de crianças mais novas, faça o serviço parte da vida de seus filhos. Isso os ensina a olhar além de si mesmos e ver que outras pessoas também têm necessidades e problemas – às vezes maior do que sua própria.

Com todo o tempo que você passar sendo má, não se esqueça de elogiar e recompensar seu filho por comportamento excepcional. E sempre se certifique que eles saibam que você os ama. Com um pouco de sorte, seus filhos podem virar o jogo e fazer sua geração conhecida por sua esperança e promessa.
Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original 12 ways to be the meanest mom in the world, de Megan Wallgren.

Megan Wallgren

 

Megan Wallgren é escritora freelance e mãe de 4 filhos energéticos. Ela bloga sobre como ela os faz cansados.

 

Website: kinetickids.blogspot.com