SUGESTÃO DE AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

Avaliação

Caros colegas!

Início do ano, turmas novas, alunos, novos e antigos, professores novos e antigos… Começar por onde? É preciso planejar muito bem as atividades e para isso faz-se necessário conhecer um pouco a realidade existente. Para isso, segue sugestão de uma Avaliação Diagnóstica, bem simples, para um primeiro panorama e planejamento inicial. Também uma ficha para registro, que pode ser usada durante todo o ano para reavalições do que se programou.

1º ANO
2º ANO
3º ANO
4º ANO
5º ANO
FICHA

Elaine Esmanhotto Bareta    
Pedagoga

VOCÊ SABE COMO ESCOLHER UMA BOA ESCOLA PARA SEU FILHO?

Já iniciou a procura por escolas para 2013, principalmente para quem vai começar agora ou está mudando de etapa: saindo da Educação Infantil para o ensino Fundamental ou do Fundamental para o Médio. A busca pode parecer fácil, mas para que o resultado seja o melhor possível é preciso ficar atento a pequenos detalhes, que vão desde as atividades extracurriculares até o tipo de exposição que a instituição realiza em seus murais. Conversar com a Equipe pedagógica e administrativa da escola é o 1º passo. Conhecer as instalações, observando atentamente os espaços, a segurança, a higiene. Ouvir outros pais que já tem filhos na escola, perguntar, perceber nas crianças que já estão lá a alegria e o entusiasmo. Vale também verificar qual a formação dos professores que trabalham lá. Nada é possível sem um ótimo profissional.

Para os pais de crianças que vão sair da educação infantil e ingressar no 1.º ano do ensino fundamental, a escolha da escola requer mais atenção. Como se trata de uma fase que tem um nível maior de exigência, os filhos podem se sentir inseguros se a mudança for brusca. Essa transição não deve deixar de lado o lúdico pois, nessa fase, a criança ainda precisa brincar bastante, ir ao parquinho. A alfabetização é o objetivo principal, mas, precisa vir permeado de satisfação em estar na escola, de cuidados individuais como a criança recebia na Educação Infantil.

É muito importante levar em conta se os valores que a escola transmite são os mesmos que a família acredita, se a religião deve ou não estar presente, se quer estimular a criança para competitividade preparando-a desde cedo para o mercado.

As opções de boas escolas são muitas e estão por toda a cidade. Eu sempre sugiro que se busque uma próxima a residência, no bairro, evitando o trânsito e proporcionando um melhor relacionamento com os demais colegas já que, nesses casos a maioria mora por perto e é possível estender a amizade para além dos muros.

Quanto ao espaço físico é importante ter em mente que tecnologia de última geração, piscina e fachada impecável não são relevantes para o aprendizado. É na sala de aula que o aluno passa a maior parte do tempo, então, precisa ser confortável, ampla, clara, arejada.

No espaço externo, é bom olhar os parques, ver se há área verde, se existem brinquedos seguros e condizentes com a idade das crianças, se o colégio controle a entrada e saída doas crianças e o acesso de pessoas nos horários de aula.

Nas visitas é importante observar como estão os alunos que estudam ali. Se estão felizes e soltos ou apreensivos e desanimados. Levar a criança para conhecer, depois de uma prévia seleção, fará com que se sinta parte da decisão pois precisa existir uma identidade entre aluno e escola[ara que se sinta bem e estimulada.

Definida a escola, feita a matrícula, vem a compra de uniformes e material e o principal: acompanhar o dia a dia da criança para certificar-se de que a escolha foi acertada!

 

Segundo a Pedagoga Luiza Helena Canhoto, a busca por uma escola com ensino de qualidade faz da vida da família uma verdadeira maratona. Antes de sair em disparada, é preciso defina o que você espera da escola onde seu filho vai estudar. Para isso, dedique um tempo para visitar as escolas, anote os pontos interessantes, conheça as instalações e os funcionários.

A proposta pedagógica da escola deve privilegiar as reformas educacionais e se adequar às necessidades da vida moderna, assim, aprender fica muito mais fácil, deixando de ser uma obrigação e virando um processo natural.

Além disso, os aspectos físicos e o atendimento dos funcionários são de extrema importância, desde zeladoria até a diretoria, devem praticar os aspectos educativos e atender muito bem a pais e alunos.

Os pais podem visitar quantas escolas julgarem necessário para que estejam seguros do que querem e do que não querem. Só então devem levar a criança para opinar, se for o caso, entre aquelas que estão realmente dentro das suas possibilidades e expectativas.

*Luzia Helena Canhoto é pedagoga com especialização em Educação Infantil, Diretora do CEI Começando Feliz

 

SERÁ QUE A ESCOLA DOS MEUS FILHOS É BOA MESMO?

Grande aflição dos pais é ter certeza de que os filhos estão numa boa escola. Em todos os sentidos: bons professores, boa direção, boa segurança, boa organização. Preocupação totalmente justificada pelo imenso amor que sentem e a necessidade de querer oferecer sempre o melhor.

Procurar a escola, professora, direção sempre que sentir  necessidade deve ser o primeiro caminho seguido pelos pais. A escola é parceira, amiga da família. A criança precisa sentir essa confiança na família.Alguns pontos po

dem ser analisados para que as famílias tranquilizem-se em relação à escolha:

. Como meu filho chega em casa? Feliz? Fala da escola?

. Como se comporta na ida para escola? Com vontade?                                                                                                                                                                       (Cuidar para não confundir com a resistência de algumas crianças ao novo e aos limites;)

. As tarefas são claras? A criança sabe o que é para fazer?

. A professora corrige as lições?

. A agenda é utilizada diariamente?

. Como são recebidos os pais na escola?

. São feitas reuniões com professores e equipe pedagógica administrativa para explicar o andamento das aulas? Rotina da escola?

Em muitos casos a criança passa até 9 horas por dia na escola ou na creche. Precisa sentir-se bem, com atividades produtivas e interessantes, carinho, atenção, que contribuam para seu pleno desenvolvimento.

 

Escola e família: um elo de amor por nossas crianças!

Esse é o lema da Escola Municipal Anna Hella, aonde as diretoras Sandra Regina R. dos Santos e Maria Tereza T. Gomes, bem como toda equipe de professores e funcionários, preocupam-se com a boa acolhida aos alunos e desenvolvem atividades que aproximam a família da escola. No mês de março, aproveitando o ensejo do Dia Internacional da Mulher, prepararam um almoço especial para as professoras e funcionárias, com direito a sessão de beleza e, a noite, um evento especial que contou com a participação de muitas mães: sucesso total!

 

 

Elaine Esmanhotto Bareta
Pedagoga

 

Repetir de ano não é o fim do mundo

PGarfieldor que tanto drama quando os pais recebem a notícia de que o filho está prestes a perder o ano na escola? Se um ano significa muito pouco no final das contas, por que a reprovação costuma provocar reações tão exageradas? A vida escolar é longa, cheia de desafios, por que a nossa cultura é de rejeitar de forma tão contundente qualquer tropeço nessa caminhada?

Repetir de ano é uma perda, um momento difícil e não é para ser comemorado. Mas refazer o que não foi bem feito deveria ser assimilado como parte do processo. Quantas coisas ao longo da vida, inclusive profissional, precisam ser revistas e refeitas, sem que isso signifique um grande fracasso? Os pais precisam tomar cuidado para não fazer da reprovação uma experiência ainda mais penosa para as crianças, que já sofrem com a frustração de ficar para trás.

Para Ana Olmos, psicanalista infantil e orientadora de família, a reprovação na escola desperta nos pais o sentimento de fracasso e de vergonha perante amigos, parentes e integrantes do grupo formado pelas famílias e alunos da classe. Segundo ela, os pais que conseguem minimizar o julgamento social sobre eles e a criança – ou seja, conseguem não ligar para o que os outros pensam – têm uma chance muito maior de superar o problema e ajudar o filho nessa situação.

Embora seja sofrido para os pais e para a criança, repetir o ano deve ser encarado como uma possibilidade de colocar as coisas no lugar. É uma oportunidade para a família avaliar os vários fatores que contribuíram para o fracasso. A reprovação pode ser um resultado da imaturidade da criança para aquela série, da inadequação da escola, ou até da falta de organização da vida para favorecer o processo de aprendizagem, como uma rotina saudável para comer dormir e fazer as tarefas. Coisas que cabe aos pais organizar.

A psicanalista avalia que as famílias têm dificuldade em aceitar que os fatores são múltiplos e se relacionam. Para ela, receber a notícia de que o filho está para repetir de ano como uma surpresa é uma demonstração de que a criança não foi acompanhada pela escola e pelos pais como deveria ao longo do ano. A família deveria ter sido comunicada antes e colaborado para recuperar o aluno.

Se as dificuldades no aprendizado foram detectadas e trabalhadas por meses, a criança está mais preparada para entender que terá de refazer porque não conseguiu aprender o que era necessário. E os pais não vão ver o filho como um incompetente; estarão cientes e prontos a compreender as limitações da criança.

A presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonatto, também disse que a criança precisa ser acompanhada e cobrada o ano inteiro, mas é comum a família ficar omissa e depois culpar a criança. “A criança nunca fracassa sozinha”, garante.

A psicopedagoga reforça que os pais precisam lidar com a frustração e a decepção de que o sonho não deu certo como eles desejaram. Só assim é possível focar a questão no desenvolvimento da criança, em vez de ficar rotulando e enfatizando o fracasso. Os pais precisam sair da posição de reprovados para ajudar o filho a superar. É preciso olhar para frente, saber que é necessária uma mudança de postura para que repetir o ano não seja fazer tudo de novo do mesmo jeito.

Segundo Quézia, as reprovações nas séries iniciais em grande parte estão relacionadas com uma imaturidade no desenvolvimento neurológico e cognitivo para absorver determinados conteúdos. Nestes casos, refazer o ano é uma boa oportunidade para melhorar o desempenho da criança. Ela também recomenda muito critério para recorrer às aulas particulares. Quando o aluno não teve compromisso com o estudo durante o ano todo, não vale a pena tentar salvar um ano em algumas semanas.

Thelma Torrecilha é jornalista, especialista em Comunicação Social e Educação

Por que o Ensino Fundamental a partir dos seis anos?

O Ensino Fundamental de nove anos permite aumentar o número de crianças incluídas no sistema educacional. Os setores populares são os mais beneficiados, uma vez que as crianças de seis anos da classe média e alta já se encontram majoritariamente incorporadas ao sistema de ensino – na pré-escola ou na primeira série do Ensino Fundamental. A adoção de um ensino obrigatório de nove anos iniciando aos seis anos de idade pode contribuir para uma mudança na estrutura e na cultura escolar. No entanto, não se trata de transferir para as crianças de seis anos os conteúdos e atividades da tradicional primeira série, mas de conceber uma nova estrutura de organização dos conteúdos em um Ensino Fundamental de nove anos, considerandoo perfil de seus alunos. O objetivo de um maior número de anos de ensino obrigatório é assegurar a todas ascrianças um tempo mais longo de convívio escolar, maiores oportunidades de aprender e, com isso, uma aprendizagem mais ampla. É evidente que a maior aprendizagem não depende do aumento do tempo de permanência na escola, mas sim do emprego mais eficaz do tempo. No entanto, a associação de ambos deve contribuir significativamente para que os educandos aprendam mais. Seu ingresso no Ensino Fundamental obrigatório não pode constituir-se em medida meramente administrativa. O cuidado na seqüência do processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças de seis anos de idade implica o conhecimento e a atenção às suas características etárias, sociais e psicológicas. As orientações pedagógicas, por sua vez, estarão atentas a essas características para que as crianças sejam respeitadas como sujeitos do aprendizado.                                                                                                                                       Enquanto  a Educação Infantil não é obrigatória sendo facultativo ao poder público a oferta, o Ensino Fundamental é obrigatório, então, não aumenta um ano de escolaridade, simplesmente antecipa o acesso possibilitando que crianças mais novas usufruam do ensino público.

Veja como fica a relação ANO/SÉRIE

ENSINO FUNDAMENTAL 9 ANOS

8 ANOS (antiga) 9 ANOS (atual) IDADE
PRÉ 1º ANO 5/6 anos
1ª série 2º ANO 6/7 anos
2ª série 3º ANO 7/8 anos
3ª série 4º ANO 8/9 anos
4ª série 5º ANO 9/10 anos
5ª série 6º ANO 10/11 anos
6ª série 7º ANO 11/12 anos
7ª série 8º ANO 12/13 anos
8ª série 9º ANO 13/14 anos

Para saber mais acesse:

http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/noveanorienger.pdf